terça-feira, 26 de junho de 2018

Dia 3

- Dominar minha mente é muito mais difícil do que parece. 
- Sair de casa ajuda a motivação 

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Dia 2

Hoje eu aprendi, depois de errar várias vezes, a ligar o fogão (pelo menos uma das bocas). Depois eu fiz brigadeiro, e aprendi a receita de cor. Ele ficou muito tempo no fogão, daí ficou pegajoso. Descobri que usar vidro no fogão é difícil. De noite, aprendi a fazer bolo de cenoura na casa de uma amiga. E descobri que partilhar cozinhando é a melhor coisa do universo. Eu gosto de brigadeiro. Eu gosto de bolo de cenoura. Eu gosto de apartamentos pequenos com vistas bonitas. E de dias que me surpreendem.

domingo, 24 de junho de 2018

Dia 1 (que na verdade são vários dias copilados porque decidi anotar tarde)

- Gosto de Tulipas (azuis, de preferencia)
- Gosto de Água de Coco
- Gosto de Dinossauros, mas filmes ação ainda me parecem bem chatos
- Se eu lavar a frigideira engordurada 5x e ela continuar engordurada, veja resolve as coisas 
- Minha mãe também tem problemas de abandono
- Eu sou amada

terça-feira, 10 de abril de 2018

Ei (outro texto para você, meu amor desconhecido, que continua existindo apenas no meu coração)

(Ainda não acredito que não tinha escrito nada no blog esse ano ainda). 

Ei. Como a gente começa uma cartinha desse tipo? Ei parece uma boa opção. É casual e divertido. Tá, mas... indo direto ao ponto, eu tenho orado por você. Eu tenho duas grandes facetas que se destacam entre as minhas milhares: eu sou insegura, de um jeito que chega a ser chato e também sou madura, profunda e extremamente inteligente. O que ambas facetas tem em comum? Onde elas se cruzam? Eu sei como ser controladora. Eu estou sempre no comando de tudo. Eu já tive contato com muitos possíveis Josés, mas... essa minha mania de querer tudo do meu jeito quebra e estraga todas as possibilidades. Não flui. E esse meu lado controlador constantemente me ofusca ao novo. Me ofusca para os meus melhores lados. Eu queria fazer certo dessa vez. Queria acalmar meu coração, deixar Deus assumir o controle. Queria, uma vez na vida, não dar tudo como terminado antes da hora, colocar a carroça na frente dos bois. Queria apresentar você pra Deus sem juízos de valor. Mas como é difícil. Como eu tenho medo de perder o controle. Ainda assim, ouso dizer que eu tenho orado por você. 
Eu mal deixo Deus entrar, como é que eu poderia deixar você me descobrir? Aqui dentro é sujo também. Moram minhas imperfeições. Que medo de você não amá-las. Que medo de eu não ser boa o suficiente. Que medo. Então eu mostro tudo. Eu jogo meu sagrado aos ventos. Previno de todo o mal que você possa se deparar e o amenizo, para que fique acessível. Eu me auto afirmo: sou a melhor no que faço. Deixo que me admirem. Faço você me ver como eu quero e apesar de nada ser, de fato, mentira, eu estou no controle. Ainda assim, eu ouso dizer que oro por você. 
Eu queria ser apenas eu mesma do seu lado. Não é muito. Eu queria... só não ter medo de que você me olhe. Eu queria que não fosse esforçoso e que você achasse que tudo bem eu estragar tudo sempre. Eu queria ter conversas profundas existenciais contigo, achar Deus no teu abraço, na tua entrega, no teu servir. Eu queria que você me amasse sem querer algo em troca, como Jesus amou a igreja, como eu não sei amar. Eu queria ver doramas e filmes de amorzinho com você, sem você achar idiota. Queria que você entendesse meus hiatos e minhas dificuldades de comunicação. Eu queria que teu silêncio fosse meu ponto de paz e que você me ajudasse a não precisar ganhar sempre pra me sentir útil. Eu queria não ter que explicar minhas contradições, que tu amasse meus segredos, que teu maior sonho fosse estar na presença de Jesus pra sempre junto da nossa família. Queria superar meu medo de ser mãe em teus braços seguros, envelhecer ao teu lado. Queria dormir rezando o terço sussurrado no nosso quarto escuro, na presença de Maria, seja ela Desatadora dos Nós, Aparecida ou das Graças. Queria um companheiro de missão e de vida, que topasse ir pra onde Deus mandasse, no momento que Deus mandasse e embarcasse nas minhas loucuras. Queria alguém que casasse com uma noiva de vestido azul bebê.
Eu vivo a querer. E ouso dizer que oro por você. 
Ei. Se você não for quem eu acho que é, não demora. Eu to pronta agora pra me despojar. Deus, leva embora ou me ajuda a viver o hoje, exatamente onde tenho que estar. Me alcança, me desmonta, vamos juntos até o céu. "A vida é uma vida para o céu". Me acha sem que eu te ache antes. E por vontade própria queira ficar. 
Ana Beatriz. 

sábado, 30 de dezembro de 2017

A beleza de pertencimento

Eu tenho o terrível costume de acreditar piamente nas minhas verdades. Costumo achar que sou bem o centro do mundo, concluir minha autosuficiente desconstrução e, para pregar minhas certezas para mim mesma, crer que as pessoas deveriam aprender algumas coisas comigo. Aprendi há um tempo (e não faz tanto tempo assim) que sou parte de algumas minorias. Mas, as vezes, me esqueço que um dia fui uma aprendiz. Quantas coisas que então não sei? Essa angustia constantemente me incomoda debaixo do tapete que jogo nos meus sentimentos mal resolvidos. Talvez dai minha aspiração à docencia e à psicologia. No fundo, insegura. Ligeiramente insegura, numa tentativa de eufemismo. Medrosa, escrava, protegida atrás da armadura que muitas vezes criei. Apesar de doloroso, parece o caminho mais fácil de sobrevivencia - o que, claramente, é uma ilusão. 
Esses dias, conversando com uma colega, fui surpreendida por um ponto de vista muito interessante. E então, me veio um questionamento: "Como é que nunca conversamos sobre isso?". Quase de imediato, numa especie de comportamento condicionado, me vi com uma resposta nada agradavel pairando na minha cabeça: "Talvez porque você achasse que esse tipo de opinião não pudesse vir dessa pessoa ja que não era exatamente o que a embalagem dela passava". Essa situação não era a única, o tapete estava ligeiramente alto. Essa colega sempre me dizia que queria casar e eu, secretamente pensava: "como se alguém fosse se interessar por ela!". Como se ela estar fora dos padrões (como eu) representasse a morte, o total desinteresse dos outros. E, naquele momento, la estava eu, interessada por ela, frente a frente com o meu próprio preconceito.
É realmente fácil pedir em oração alguém que enxergue o que somos de verdade... o conteudo do nosso presente, não a embalagem... as pérolas que temos para oferecer... é fácil militar com cobranças e textoes de facebook... ("ah, paga de desconstruido mas só namora modelo") mas e nós? Queremos tanto ser enxergados, mas... enxergamos...? eu, na maior parte das vezes, não. E por que não? Ja reparou que pessoas "feias" se tornam "bonitas" quando são genuinas? E que pessoas "bonitas" se tornam "feias" quando são vazias?
A vida inteira eu me considerei diferente por me interessar por pessoas tímidas e "fora do padrão". Apesar de todas elas serem realmente pessoas incríveis, eu só as descobri porque me achava incapaz de alcançar as pessoas "realmente bonitas", as que "estavam em um padrão". Porque, como eu mesma não estava neste padrão, aparentemente não era bonita o suficiente.
Quando reuni coragem para olhar para esse tipo de pensamento, defini a minha concepção de beleza que me fora consolidada com completa clareza e exasperação: "A beleza de pertencimento". Fomos programados para pertencer. Isso porque precisamos uns dos outros para sobreviver. Qualquer psicologo do desenvolvimento pode comprovar isso. Vigotsky, Piaget, Wallon. Até Maslow. E, por medo de estarmos sozinhos, temos muito medo de destoar. Eu vivo ha tantos anos com medo de destoar!
Quando reuni coragem para olhar para esse tipo de pensamento, entendi que, a real beleza em si, a beleza que não era distorcida por um sistema de medo, não tem a ver com um molde... Ao enxergar a beleza do outro, senti leveza. Porque o belo não se limitava a uma formula... Com o belo ainda belo fora dos padrões sociais, eu estava apta a quebrar o filtro. Era como se uma venda caisse. Com o belo ainda belo no outro, fora dos padrões sociais, eu pude ver o belo em mim também.

Será que um dia entenderemos que a beleza não tem nada a ver com padrão? Que o belo não é hierarquico ou exclusivo de alguns... o belo é próprio do ser humano, da essência humana. Pros animais não existe o belo... Sera que entenderemos que a beleza existe como fim ultimo de admiração e não de pertencimento grupal? Eu ainda quero acordar em um mundo em que a gente não precise lutar contra o próprio ego para sentir que somos parte de algo, que somos vistos, que somos amados uns pelos outros... porque só vê a beleza quem tem beleza dentro de si... ♡

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

TAG: Alguns dos meus canais favoritos do youtube!

Ultimamente, tenho gastado grande parte do meu tempo no youtube e, por isso, senti vontade de escrever essa listinha aqui no blog (será que consigo escrever algo leve dessa vez, só pra variar?).  A listinha está em ordem decrescente, ou seja, o último canal é o meu favorito. Acho que ela revela bastante sobre mim.

Desfrute! 

Lully de verdade
O canal da Lully é um dos canais de cinema que acompanho. Gosto muito do conteúdo que ela faz, porque sou uma fã do mundo dos filmes, mas sou muito leiga. O olhar da Lully trás bastante a tona as questões mais técnicas, sem, é claro, perder a sensibilidade e crítica. Aprendo sempre sempre sempre mais com a experiência dela sobre esse mundo!

Dubladiando 
Eu sou uma das 00000,1 pessoas do mundo que gosta bastante de produções dubladas. Na verdade, eu gosto muito do trabalho de dublagem, de todo o processo de imersão e empenho desses profissionais em adaptar obras de outras culturas para as nossas, além de ser muito apegadas as vozes brasileiras dos personagens que fizeram parte da minha história. Um dos canais de dublagem que acompanho é o canal do Charles Emmanuel, que me inserem nesse mundo. Assim como é com o Lully, o do Charles me faz crescer muito. Ele dublou o Rony Weasley, o Ben 10, o Bolin, entre outros personagens que eu amooo!!

Bunka Pop!
É um dos canais de anime que eu acompanho! São três apresentadores: o Guto, que grava sozinho e a Mo e o Jack, que gravam juntos. Eles são um time perfeito, porque o Guto tem uma pegada mais séria e crítica, enquanto a Mo e o Jack são mais brincalhões. O que eu mais gosto no canal é o formato que eles gravam, sempre listando coisas. Adoro os cosplays que eles fazem (a Mo e o Jack), e admiro a super habilidade que a Mo tem em falar nomes de animes super difíceis em japonês.

Blablálogia
É um dos canais de educação que acompanho. Acho que tem uma das maiores sacadas de todos os tempos com relação à educação. Não é um canal solo, ou com poucos parceiros. É formado por um grupão de profissionais, bons profissionais, que se interessam em fazer ciência e compartilhar ciência de uma maneira gostosa e eficaz. Tem gente tipo o Pirula, a Tati Leite, o Slow, a Ju matemaníaca, entre outros. É incrível, porque são vídeos leves, curtos, que carregam conceitos científicos e são acessíveis gratuitamente pra toda galera. É um canal relativamente recente. O meu quadro favorito é o quadro de discussão, "Café com que...". Também curto bastante o quadro de inglês e os de geografia!

Maicon Kuster
O primeiro vídeo que vi foi sobre ateísmo, no facebook, e nunca ri tanto na minha vida inteira. Ele tem uma pegada melancólica, e acho ela cativante. Ele é espontâneo e autêntico, não mede o que fala e faz comédia com temas polêmicos. Comédia no sense. E não tem como não consumir. Gosto especialmente dele porque ele faz com que a realidade que vive, nada boa do seu ponto de vista, seja piada. Ele me inspira!

Marieli Mallmann
Marieli foi uma surpresa. Eu via alguns vídeos avulsos dela antes de ser inscrita, mas não botava muita fé. Na real, achava os temas dela meio distantes de mim, do meu gosto pessoal (minimalismo, desenvolvimento sustentável, proteção aos animais, moda). Qual foi a minha surpresa ao dar uma chance para ela e para o conteúdo dela! Descobri uma pessoa extremamente autêntica e verdadeira, com muita coisa a ser compartilhada (não só quanto ao estilo de vida que levava, mas também a respeito da sua história e experiências), além de ter tido muitas reflexões que me desconstruíram e me fizeram olhar as coisas de maneiras diferentes. Indico! 

Patrícia dos Reis
Quem nunca ouviu falar da Pathy né? Mas ela não está nessa lista porque é famosa... desde que ela saiu do galo frito, ela tem me surpreendido a cada dia com o seu canal solo. Ela trás temas que tocam em pontos interessantíssimos e, muitas vezes, até delicados para mim. E eu acho que ela faz com muita simplicidade, autenticidade e verdade. Sei lá, ela é diferente dos youtubers antigos. Eu pude ver seu crescimento em maturidade com o passar dos anos, com muita humildade. Ela me faz sentir próxima e em casa. O que mais gosto nela é o quanto ela não tem medo de se expor, errar, voltar atrás. 

Muro Pequeno
Esse canal é um dos canais de minorias que eu acompanho. O Murilo partilha um pouquinho com a internet a respeito da vivência dele de LGBT e de negro. Ele trás sempre temáticas muito importantes a serem debatidas de uma perspectiva que, muitas vezes, eu não enxerguei. Ele tem uma excelente didática e seus argumentos são muito bem estruturados - mesmo que eu discorde as vezes, vejo que é muito fácil entender o que ele quer passar, qualquer um pode entender. O que eu mais gosto nele é o fato de ele se considerar cristão católico, e me fazer sentir um pouco menos E.T. dentro das minhas perspectivas. Ele é muito amor! Vale muito a pena conhecer o canal dele!

Leo Viturinno
Outro canal de minorias! - haha, vocês já viram que eu amo né? O Léo é um dos youtubers surdos que eu acompanho. É um dos meus canais favoritos dessa minoria, porque ele é muuuuuito divertido. Ele me ajuda demais a conhecer a cultura surda, treinar os sinais de libras, me desconstruir a respeito de conceitos que construí ao longo da vida que não são tão bacanas assim... Algo que eu gosto muito nesse canal é que, em alguns vídeos, o Léo faz uma parte extra no final, compartilhando com a gente que é ouvinte alguns significados de sinais novos que usou no vídeo. Também gosto muito da preocupação dele em colocar legendas pra que nós, ouvintes, possamos acompanhar todo o conteúdo dele, integralmente (infelizmente, nem todo youtuber coloca legenda em português em seus canais para que os surdos acompanhem...). Ah! E o que eu mais admiro no Léo é a fluência dele em libras (nem todo surdo é tão bom, nem todo surdo aprendeu libras desde sempre..). Tem hora que ele fala tão rápido que eu me policio pra não piscar! 

Tá querida
Esse canal é um canal INCRÍVEL de empoderamento que eu conheci nesses últimos tempos. Nossa relação de amor é muito recente, mas eu devo confessar que fico triste de não ter esbarrado com ele no youtube antes! A Lu também é parte de minorias: é mulher gorda, tipo euzinha  Me sinto representada! Meu vídeo favorito do canal dela é o Tour que ela fez pelo próprio corpo, eu chorei rioooooos assistindo. Gosto do fato de ela ser feminista, daquelas bem didáticas e fofas, que faz a gente entender real as perspectivas mais gerais do movimento e, principalmente, da pureza dela.... ah, ela é tão pura! Me lembra uma criança, as vezes. Eu também gosto do cabelo colorido dela, sempre mudando...!

Fred Elboni
Esse aqui é mais conhecido como crush real oficial de todas as mulheres heterossexuais deste planeta, rs. Ele é escritor, pisciano, daqueles super sensíveis que enxergam cada detalhe. Ele manja das conquistas e, nos vídeos dele, muitas vezes as palavras flutuam pelo ar (mais ou menos como é pra mim mesma quando eu estou cantando). Discordo bastante das opiniões que dá, devo dizer, e acho que nunca conseguiria me relacionar com ele, se convivêssemos (tipo, qualquer tipo de relação). Mas ele me constrói muito (está sempre palpitando em assuntos tabu) e eu tenho prazer em ver os vídeos dele, sempre me tiram um sorriso ou dois. 

Em família e Santa Missa Jovem
Ah, esses dois canais! São meus amorezinhos! São de música cristã-católica e, vira e mexe estou lá lavando louça com eles rolando soltos... o primeiro é um canal de duas irmãs cantoras, aqui da minha cidade. Elas são autênticas e muito cativantes, eu gosto especialmente da voz de cada uma. A Mariana, do cabelo enrolado e do violão, faz aniversário no mesmo dia que eu!!! ♡ O outro canal é de um casal... é o canal que eu recorro para aprender algumas músicas LOUCAS que e eu e as meninas do Ministério Ruah inventamos de cantar nas missas... Desde que os descobri, sou apaixonada por eles e pelo serviço deles.. poucos canais do youtube tem essa pegada de músicas para missa jovem!

Isra 
Ai, meus nenéns começaram... Isra é um dos vloguers protestantes que eu acompanho (uhummm!). Eles constroem demaaaaais a minha vida de oração e intimidade com Deus. O Isra é novinho, tem mais ou menos a minha idade e mora no estados unidos com a esposa dele, a Pri. Eles dois são missionários e vivem da providência de Deus. Eles eram melhores amigos de infância, aquele amorzinho mais que especial ♡ Atualmente, estão estudando numa faculdade cristã. As pregadinhas do Isra de segunda de manhã são sempre um tiro certeiro no meu coração. Um vídeo deles que mudou a minha vida foi o de obediência aos pais. 

Cellbit
Não há nesse mundo youtubistico, de maneira alguma, um ser mais genial e inteligente que Cellbinho haha Ele realmente já foi meu crush da vida, é sério. Eu não acompanhava ele na época dos games e tudo mais, e então o conteúdo dele começou a mudar. Os enigmas me conquistaram profundamente, me entretendo por horas a fio. Desafios que eu não conseguia cumprir, o Cellbit conseguia. Vale muito a pena conhecer, é um canal que me tirou da zona de conforto. 

Luba TV
O canal do Luba é um canal que não desperta tantos picos de empolgação da minha parte para assistir, mas tem algo que eu acho muito difícil de encontrar: ele é constante. Eu não consigo não assistir um vídeo do Luba. Mesmo sem expectativas, ele sempre me faz sorrir. Gosto muito do coração do Luba, sinto que ele é daquele tipo de pessoa que não joga papel no chão sabe? kkk daquele tipo realmente do bem. Gosto especialmente das Colabs que ele faz. 

Tipo Assim
O canal tipo assim é um dos canais que mais me fazem rir da atualidade. Sério. E eu conheci ele extremamente por acaso (me inscrevi achando que era um canal e, na verdade, era esse canal). O youtuber que conduz a parada é o Franklin, e ele só faz palhaçada. Ele é protestante, mas é "desgarrado das igrejas". Ele comenta tretas do "mundo gospel" na brincadeira, faz ótimas paródias e ainda faz esquetes. O que eu mais gosto no Franklin é que ele é realmente talentoso e isso não tira o humor e a humildade dele de forma alguma. Eu também gosto muito de como ele se utiliza de muitas linguagens dentro do canal dele. 

Coisas que nunca vivi (ou evitava viver)
Ahh, esse é um daqueles canais que realmente me quebram no meio - na verdade, daqui pra frente foi extremamente difícil hierarquizar os canais. Assim como o canal do Cellbit, o canal do Tavião é um canal que me incita a sair da minha zona de conforto. Acho a proposta dele incrivelmente boa e sempre fico me perguntando como alguém não fez nada parecido antes. Qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? É um canal profundo e sensível, com uma das pessoas que eu mais admiro na contemporaneidade, dentro do youtube. Diversos vídeos dele foram realmente divisores de água na minha vida, cito aqui o do dia dos pais, o da raiva e o primeiro vídeo que foi ao ar, o da cama de solteiro. Em todos esses eu não me contive e chorei de soluçar. E todos os outros que vi, sem exceção, foram excelentes. 

Farfalha e Manoela Duarte
A surpresa do meu ano no youtube foi o Gabriel, vulgo farfalha. Eu acompanhava a Manu há algum tempo, mas não curtia tanto assim o conteúdo dela (acompanhava mais por causa do Felipe Neto, porque eles tinham trabalhado juntos por um tempo). Só que, de uns tempos pra cá, o conteúdo dela começou a mudar, ficou mais interessante e mais maduro.. por que? Então ela informou a galera que tinha começado a namorar! Que homem esse namorado, o tal Gabriel, que homem HAHAHA Eu não dava nada por ele quando comecei a seguí-lo... qual foi a minha surpresa em descobrir que TODOS os vídeos dele eram extremamente impactantes pra mim... ele tem muito pra falar e ele fala muito bem (ele é advogado, risos). Também tem vários vídeos engraçados (senti uma esperança na humanidade sabe?), culinária, daily vlog, debates, reacts. Não perco um vídeo. O que mais eu indico é um vídeo que ele fez sobre as cachorras dele, numa analogia com seres humanos. 

Ilha de barbados
Gente, esse canal é SENSACIONAL. Outro que eu não dava absolutamente NADA. Cauê Moura, PC Siqueira e Rafinha Bastos... como podia sair algo bom dali? Como eu estava enganada, melhor trio! Em vídeos de conselhos, só sai merda... eu assisto até com fone, e me MATO de rir. É extremamente relaxante, nem vejo o tempo passar. Já em vídeo de debates, eu fico de cara com as reflexões que tiro, levo sempre alguma coisa pra debaixo do chuveiro, ou pra hora de dormir... o último que eu vi foi o vídeo de preconceito x opinião. Sensacional, recomendo demaaais. 

Roberta Vicente
AAAA, como a Beta tá em quarto???? Ela é o amor da minha vida! Tantas coisas eu tirei das partilhas dela dentro do canal... ela é uma mega youtuber cristã, muito iluminada! Ela tem um blog também! Ela é muito instrumento de Deus na minha vida, porque sempre que estou com algo me incomodando em meu coração, um vídeo dela vem e me ajuda a discernir.. a Beta tira o concreto do simples, me mostra que, realmente, uma vida de oração e intimidade com Deus emana no público quando vivida com intensidade no secreto... "Quando tiver algum questionamento, não pergunte a Deus a resposta, busque conhecê-lo que a resposta se materializará" 

Laura Souguellis
Meu, essa molier maravilhosa tem tipo muuuito poucos vídeos no canal dela. Mas, os poucos que tem, são arrasadores!!! Ela também é cristã, e o que mais me toca é que ela é que o ministério dela é, primeiramente, o ministério da música (vulgo meu ministério). Os vídeos que ela tem são contando um pouco de como é que foi todo o processo de composição das músicas dela, como elas brotaram no seu coração... Ouvir essas partilhas pra mim foi um divisor de águas, porque me mostrou o quanto a música atua diretamente no coração das pessoas e o quanto o ministro de música é em quem primeiro a música infiltra, pra depois irradiar. Eu também gosto muito dela porque a experiência de dor na sexualidade e afetividade dela tocam muito na minha realidade. Um dos meus vídeos favoritos é o que ela fala sobre o amor de deus, que enche tudo, e também o que ela fala do porque fomos criados - somos filhos de Deus, afinal. Ela é estrangeira, então o sotaque pode incomodar um pouco, mas é bem pouco. O conteúdo vale muito a pena!

Jout Jout prazer
Esse canal conseguiu unir dois fatos muito dificeis de se unirem em mim por um tempo grande: 1- Expectativas sempre grandes, vontade de ver sempre mais e mais e 2- Constância, nunca parece se tornar enjoativo. A Jout Jout é uma grande referência para mim. Eu gosto muito do humor dela e também das opiniões que ela compartilha. Ela transforma o tabu em algo simples e tira grandes lições do cotidiano que eu nunca tiraria sozinha. Esse é um dos canais que eu quero, até antes de morrer, ter visto absolutamente todos os vídeos. O meu vídeo favorito, divisor de águas, que me ajudou a ter uma perspectiva completamente diferente da minha própria pessoa e estrutura psíquica foi o vídeo "Eu sou uma orquídea". Esse vídeo ♡ Também gosto muito de um que se chama "rotina". Outra coisa que faz a Jout Jout ser muito especial é o fato de ela ser empática com todo mundo, principalmente com as minorias, além do fato de que nos faz sentir amigos íntimos de anos. 

Luca Martini
Este homem tem uma sede por almas que eu nunca vi em toda a minha vida. O Luca é, definitivamente, minha inspiração de seguimento de Jesus. Tudo o que o Luca fala, assim como é com a Beta, parece ter brotado de uma profunda amizade com Jesus no secreto, e cai certinho no meu coração, no tempo certo. Ele é missionário e vive de providência, não tem um lugar fixo pra morar. Ele fala inglês e conta muito sobre a realidade da vida cristã na Europa. Eu amooo vídeos dele pregando dentro de festivais, dentro de "lugares mundanos". Ele é autêntico e extremamente inteligente. Assim como o Tavião, todos, absolutamente todos os vídeos dele são excelentes. 

Então é isso por hoje! 
Espero que tenha gostado de me conhecer um pouquinho mais... 
Beijoquinhas, 
Ab 

sábado, 25 de novembro de 2017

Ame. E se doer ame mais.

Me sinto péssima. Isso, porque em amar, continuo a ser amadora. E sinto que não posso mais. Por mais que sempre me esforce, meu coração continua chorando. Ele termina partido. Prioridades, amargas questões de honra e justiça. Frustração. Horas perdidas em reais entregas que não significam nada para o outro. Eu e a minha mania de ser provedora. Por que ninguém enxerga através das minhas janelas fechadas? De novo, volto aquele ponto que estive por tanto tempo. É uma espiral, cada vez mais profunda... mas sempre volto ao mesmo ponto. Pelo menos não existem mais as migalhas. Ainda assim, duvido de mim mesma quando estou sozinha e deixo que toda faisca de luz me ofusque. E ouso dizer que o faço por amor. Julgo as únicas pessoas que me amam como realmente sou, as que estão dentro de casa. Sou egoísta e infantil. Eu nem sei o que é amor. O pior é todo o respaldo teórico: a culpa proveniente da minha posição depressiva, a competição entre meu verdadeiro e meu falso self todo o tempo. Todas as vezes que penso estar em conexão com alguém, é uma mentira. É só mais uma pessoa se afogando nas próprias soluções, caminhando há quilômetros de distância de mim. É só mais uma pessoa que não está interessada em ficar, em caminhar comigo. A pé. Lentamente. Sei que Jesus caminha ao meu lado, mas me sinto distante dele. Sei também que ele me vê chorar. Mas não consigo procurar o seu abraço. Eu não consigo tocá-lo. Ele é real e concreto, mas sinto falta de seu corpo físico. Eu realmente não entendo. As situações se repetem em looping e eu não enxergo nada. Eu me esforço, mas não enxergo. Eu não entendo nada. O que eu sei é que eu não posso mais... nada mais de outros Francis, outras Amandas, outras Maris, outros Joões... chega.....


"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" Jo 3, 16
Não é justo dizer que não sei o que é o amor. Não é justo desistir de mim mesma quando ele não desistiu. E não é justo também ser impaciente com Deus. As pessoas não me oferecem suas mentiras... é apenas a verdade delas. Elas ainda não tocaram o amor. Eu demorei sete anos para tocá-lo... mas ele me esperou... o coração... é difícil chegar lá. Ele tem me mudado. Ele tem cuidado de mim. Ser cristã é olhar pra Jesus quando o humano grita alto. Não é ser egoísta. É entregar toda a dor, porque as pessoas são diferentes em dons, mas iguais em dignidade. Minhas pérolas são de Deus, preciso que ele as use como desejar. Preciso sofrer as dores do parto e as demoras de Deus. Tudo bem.... porque eu sou dele e ele tem prazer em mim. Eu sei que ele vai cuidar de mim.... Mesmo sem entender... eu quero te amar, e só te amar. 

sábado, 9 de setembro de 2017

Escolher

"As vezes precisamos abandonar a vida que havíamos planejado porque ja não somos mais a pessoa que fez aqueles planos"

Esse é outro daqueles textos em que me despojo do meu lado mais interessante e assumo minha mediocridade. Outra vez sinto que não tenho nada que valha a pena ser compartilhado, mas ainda assim continuo a escrever porque preciso jogar o sentimento fora. Mais do mesmo. Escolhas que não sei fazer, aquilo que não posso ter. Eu sinto que tenho tudo, mas não tenho nada. Quando foi que eu cresci? Quando foi que a minha casca se tornou apertada demais para abrigar minha alma? É surreal o que uma zona de conforto envolvida no status, poder e aceitação podem fazer. Quem sou eu no meio disso tudo? O que há de bom em mim? Qual a minha verdade, no meio de todas as ideologias que aprendi a identificar e desmontar tão agilmente? Quero sair e respirar novos ares, mas tenho medo de ser passageiro. Tenho medo de me perder, de me machucar. Mas onde estou não me sinto encontrada. Continuo sendo Ipê. E, além do mundo, devo enfrentar a mim mesma diariamente - isso é o que mais me preocupa. Quem sou eu? O que ainda deve ser presente, o que deve ficar no passado? Tenho tudo e não tenho nada. E não sei quem sou. Os sonhos vem em conta gotas, por permissão. Sinto que não estou enxergando algo. Qual ponta não amarrei? As situações se repetem... preciso renunciar, mas sou covarde.
Sou um E.T.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Acho que ouvi falar...

Todo ano, desde que eu tinha uns 12 anos, minha mãe constrói um projeto com os alunos da turma dela a respeito dos ipês. O projeto consiste em acompanhar, através de observações cotidianas (casa, escolha, espaços de lazer, etc) e registros (fotos, desenhos, relatos orais), o florescer gradual dos ipês. Esse tipo de árvore, que agora substituiu o pau-brasil como símbolo do nosso país, tem um comportamento peculiar: a cor de suas pétalas determina o periodo do ano em que florescerão. Algumas cores florescem uma vez ao ano, outras duas. Mas a gente florece o tempo todo. A proposta da minha mãe, além do trabalho com meio ambiente, é vivenciar com as crianças que cada ser tem seu tempo, suas cores e potencialidades, sua maneira de ser (alto ou baixo, por exemplo). No mês de agosto, os Ipês que florescem, são os amarelos.
Pronta para fotografar, fomos caçando as árvores pela cidade dentro do nosso carro. É sempre um prazer e uma surpresa estar envolvida com projeto. Durante nossa busca, trilhando o percurso sem muita direção, me peguei pensando o quanto é engraçado como os ipês se fazem ver quando floridos. Existem um milhão deles, em lugares que cruzamos o tempo todo. Mas parece que, quando não estão floridos, são invisiveis. Interessante os ipês.
"Ainda que falassem a língua dos homens, que falassem a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria" I Cor 13, 1. Nessa semana, Deus tem ministrado no meu coração a respeito da escuta, e eu tenho me sentido um ipê florido por dentro, ao tempo que pelado por fora. A minha futura profissão tem muito a ver com escuta. Quem não escuta não sabe responder. E eu tenho o péssimo costume de responder antes de ouvir. A fala do outro é um jogo de significado singular, muito complexo. O outro é um mundo, e a fala do outro é a janela por qual vemos esse mundo - e, portanto, carrega toda a existência dele. Quem fala, quer ser acolhido e devolvido em compreensão, não respondido.
Desde que me decidi ser inteira, me deparei com o silêncio da escuta. Esse silêncio me pareceu interessante de início, mas logo passou a ser duro. Eu pude, verdadeiramente, me debruçar sobre a questão do fazer psicologia: "a finalidade do psicólogo é a escuta". Por muito tempo, eu não entendi o que isso queria dizer, pois, se não havia resposta, para mim não havia escuta. Que surpresa a minha ao perceber que o jogo era o inverso! Quando há resposta fácil, é necessário duvidar da escuta. Quem escuta o outro, precisa se despojar de si, e isso não é fácil. Por isso que psicólogos estudam. Não é simplesmente ouvir cotidianamente, e uma forma arbitrária. A escuta psicológica é uma escuta clínica, com intenções e profunda entrega ao outro. Não se faz o tempo inteiro.
Sempre haverá o que não saberemos ouvir.
Sempre haverá o que precisaremos aprender.
O silêncio, como meio desse despojar-se, provoca. Como é difícil perceber que o outro é um ipê florido e nem sempre me chama atenção.
Quem caminha pelo silêncio, antes de ser capaz de ouvir o outro, escuta a si mesmo. Como é estranho ouvir a si mesmo e perceber-se com tantas flores... mas pelado aos olhos dos outros...!
Vejo a minha frente um longo caminho a percorrer - caminho esse sem fim aparente. Aprender a arte da escuta é mais que mergulhar no florescer do outro. É mergulhar e acompanhar-se no próprio florecer. E que enxergue quem quiser parar pra apreciar, fotografar, pra ver...

(e poucos o fazem... costumamos chamá-los de amigos).

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O beijo do dementador

Quando eu li Harry Potter e o prisioneiro de Askaban pela primeira vez, a cena do beijo do dementador no trem foi muito marcante. Mas que aterrorizada e assustada, ela me fez sentir medo. Medo de verdade, como poucos livros na minha adolescencia me fizeram sentir. Abre parentesis. Palmas para a monstruosa habilidade de J.K. Rowling de transcrever o mundo bruxo para o papel, que convenhamos, é bem parecido com o mundo trouxa... somos trouxas mesmo, por não enxergar o que está bem na nossa frente. Fecha parentesis. Ao reler o livro algumas semanas atrás, senti o mesmo durante a leitura da cena, mas com um olhar de maturidade. Apesar de não ser exatamente expert em enxergar, consegui canalizar bem os meus sentimentos. Quando criança, eu achava que tinha medo dos dementadores porque eles eram monstros pretos horríveis que lembravam fantasmas. Daqueles que a gente fica com medo de vir puxar o pé de noite. Mas, na real, eu tinha mesmo era medo da apatia. Eu tinha medo de saber que, em algum lugar, havia um bicho que roubava de mim minhas memórias felizes e deixava tudo frio e vazio... que deixava tudo oco. Semanas atrás, quando as palavras pairavam pelo ar, eu entendi que dementadores são reais. Podem não existir como monstros feios que a gente enxerga e fica longe, mas existem dentro e fora de nós, de formas abstratas que muitas vezes deixamos passar.
Minha quartaquinta-feira durou 48 horas. Eram umas duas da tarde quando recebi uma mensagem da Mari, dizendo que sua mãe tinha falecido. Senti o coração apertar, a garganta fechar, a voz sumir. Que merda. 12 anos de luta esfumaçados em uma manhã de quarta-feira. Ser amiga da Mari me trouxe muito crescimento e muitas lições. Uma delas foi a empatia. Quando a conheci, minha avó era viva e saudável, e eu subestimava a dor da morte. E então minha avó foi embora e eu pude acompanhar as lutas da família da Mari bem de perto. A morte da minha avó ajudou a entender um pouquinho da sua dor. Que merda.
Passar uma madrugada inteira em um sofá de velório me fez tocar meus dementadores. As horas se arrastavam numa lentidão impressionante - os minutos pareciam uma goteira sem fim: ritimados, constantes, pesados.. enxendo um balde que terminaria entornando em um momento ou outro. E, foi quando a Mari se sentou bem no sofa da minha frente onde o namorado estava deitado, com os dedos finos e brancos quebrando pedaços de chocolate e levando a boca, que uma coisa queimou profundamente em mim. O remedio para o beijo do dementador era doce...
Caminhar dói e é amargo. Mas é doce quando percebemos que não estamos parados, fingindo que nada esta acontecendo, que não sentimos, que não somos humanos.... mesmo amargo, é doce.