quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Deixe-mo nos amar..!

Começar esse texto está sendo um desafio. Sinto que meu ritmo de pensamento veio desacelerando consideravelmente nos últimos dias devido a nova forma que estou me permitindo viver. Mas, ainda assim, com a pressão da adaptacao a rotina batendo a minha porta sem muito tato, vez ou outra me pego surtando e refazendo mentalmente a listas de atividades do dia, hora a hora.
Tipo agora.
Mudar é dificil.
E mais difícil ainda é escolher olhar para dentro de si mesmo todos os dias, lembrando a decisão de não se render aos comandos da sua zona de conforto.
Sinto como se minha vida realmente tivesse recomeçado, não sei. Como se um ciclo muito grande tivesse se fechado. E é diferente das outras vezes (e não em intensidade, ou como se todas as outras tivessem sido iguais). Acho que o é diferente dessa vez se trata de razão, não de sentimentis. Eu escolhi de verdade sair da minha mediocridade. Além disso, também é diferente porque decidi que seria na pratica, agir de modo a não deixar que os insights permaneçam apenas na minha cabeça, e sejam tomados por minhas inseguranças internas (TOMA PORRADA LOGO, NÃO EMPACA NÃO! Ainda há muito pra viver). Talvez toda essa vibe passe daqui uns dias, uma semana, um mês.
Mas hoje não.
Hoje eu decidi.
Essa semana, conversei com muita gente  que cruzou o meu caminho. Como na aula de teatro, em um exercício de visualização bem primitivo, apenas deixei que a minha sensibilidade discernisse para mim - e não me entenda mal: sensibilidade, não sentimentalismo. Me surpreendi de tal forma com o meu eu natural... o mal não era a minha tendência, ele só cobria o que era bom, pois havia medo... e ao despojar se do medo, encontrei me em outro mundo.. há realmente um outro mundo por baixo do mundo que a gente cria.. um mundo que a gente ESCOLHE não ver, não sentir, não tocar, não querer... outros mundos...
Jesus, ao sentar com os apóstolos e partir o pão em sua última ceia, dava-se a nós por inteiro. Inclusive a Judas. E dava-se porque contemplava o pai e o sentido da vida... estar em comunhão. Visitar o mundo do outro, morar nele. Esta semana eu descobri que viver por inteiro não é só difícil porque demanda esforço interior de cultivar virtudes e equilibrar vícios. Viver por inteiro é difícil porque não se trata do que eu quero dar ao outro, mas sobre o que o OUTRO precisa receber de mim. É necessario ouvir o outro ANTES de qualquer movimento de feedback - e esse outro fala de TANTAS formas.
Pedro, ao ouvir que seu mestre lavaria seus pés, teve em um primeiro momento, um sentimento de indignidade. Como sou Pedro! Será que depois de tanto tempo andando com Jesus eu não conseguia entender? Deus era tudo porque se fazia nada. Para elevar, ele descia. Pedro precisava descer ao mundo do outro para eleva-lo, e o outro precisava descer ao seu mundo para eleva-lo. Ao lavar os pés de Pedro, Jesus o lembrou que havia sido o primeiro. E sempre o amaria primeiro.
Jon Snow, ao ser privilegiado por receber treinamento no castelo, não entendia que precisava descer aos outros para que se elevassem juntos. Tudo o que fazia era se apegar a ferida de sua própria história, que o seguia como sombra e usar como escudo. Lucio Malfoy, escondia se em sua própria alienação de controle, satisfação e poder, tão tão vazia, ao não enxergar o mundo de Dobby.
As pessoas que cruzei me demandaram muito despreendimento e verdade. E os sentimentos se moviam, muitas vezes confusos e não nomeados, e era dificil me manter firme percebendo o quanto eu estava sendo lapidada me envolvendo nas situações. A dor do parto é necessária para que haja vida. Quando damos tudo, precisamos que Jesus lave nossos pés e nos reabasteça. Precisamos de Jesus eucaristico, de Jesus nos irmãos.

Recapitulando em passagens...
1) "Ao declinar da tarde, pôs-se Jesus à mesa com os doze discípulos" Mt 26, 20
2) "Disse-lhe Pedro: Jamais me lavarás os pés!... Respondeu-lhe Jesus: Se eu não tos lavar, não terás parte comigo" Jo 13, 8
3) "Filhinhos meus, por quem de novo sinto dores de parto, até que Cristo seja formado em vós" Gl 4, 19

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Sobre didática

Quando penso na palavra didática, o que vem a minha cabeça é a maneira como o profissional da educação enxerga seus alunos e faz com que seu conteúdo seja acessivel para eles. É a forma com que se movimenta dentro do ambiente e contexto em que está inserido no sentido de propiciar o melhor aproveitamento da turma. Na minha concepção, tem muito mais a ver com a ação sobre a subjetividade de cada aluno exercida de maneira conjunta do que com a aplicação de um conjunto de técnicas pronto como padronizador Isso não significa que não possam haver tecnicas que auxiliem o profissional, mas sim que a construção de conhecimento é algo flexível, pois vem da relação docente e discentes. Ao meu ver, um professor didático não precisa ser querido, mas eficaz, apesar de poder ser ambos. Como exemplo carrego os dois professores que mais influenciaram minha vida escolar: a professora de português, que fisgava minha atenção e contemplação com suas discussões e histórias reflexivas e o professor de matemática, que, apesar de rígido, era claro, objetivo e incentivador.
O que mais me chamou a atenção em aula foi a questão da relação da didática com o metodo/metodologia. Um professor didático, segundo entendi, deveria possuir como referência um método específico, que se identifica e se baseia (vejo metodo como sua linha de pensamento) e, a partir dele, constrói sua metodologia (aplicação prática da teoria seguida). Além disso, também fui aguçada com a questão biológica do cérebro que a professora colocou. Apesar de concordar que nossos cérebros possuem constituintes biológicos semelhantes, penso que cada ser humano desenvolve habilidades singulares, de acordo com sua interação, interesse e, principalmente necessidade. Concordo plenamente quando Libaneo propõe que a essencia do problema é a necessidade. Uma pessoa surda, por exemplo, por necessidade de se comunicar, mobiliza recursos biologicos diferentes de uma pessoa ouvinte, em prol de suprir sua necessidade - e isso faz com que o professor de uma turma cujo um dos alunos é surdo movimente e aprofunde sua ação e metodologia, ou seja, sua didática. Outro ponto que me chamou a atenção foi a questão da responsabilidade que o professor possui perante aos alunos. É sempre desejável que o professor alcance todos os alunos, mas, quando um aluno não atinge os resultados esperados, é apenas responsabilidade do professor? Atingir os resultados esperados ou não significa que o aluno não caminhou  (e por isso o professor não foi bem sucedido?). A questão é mais complexa do que parece, ao meu ver.
O que eu mais achei interessante durante a discussão foi a percepção que a conscientização da dialética - tese, antítese, síntese - deve rondar o profissional da educação. Ao meu ver, a educação está pautada na maneira como o docente se  relaciona e se aprofunda com a espiral. Quanto mais os desdobramentos de seu giro é percebido, mais apurada é sua didática.

domingo, 6 de agosto de 2017

Eu não quero me esquecer

Abrir o blog depois de tanto tempo foi uma decisão dificil. O que os olhos não veem, o coração não sente, não é mesmo? Sim. Não. O coração sente, mas a gente empurra pra baixo do tapete e recalca a coisa toda. Nossa, nesse último semestre me senti tudo, menos a Ana Beatriz. Sabe, a Ana Beatriz humana que eu costumava ser. A que ia caminhando para a faculdade, observando todos os detalhes simples. A que se encantava com histórias de desconhecidos no ônibus, a que sonhava e refletia sobre situações diversas de olhos bem abertos. A palavra que me vem é qualidade. Meus momentos já não tem qualidade como tinham antes. E antes nem tinham muito - ainda assim, eram mais frequentes. Sinto como se eu tivesse sido sugada de mim mesma aos pouquinhos, por um eu que não tinha consciencia de estar ali. As vezes, a gente quer tanto alcançar alguns objetivos que não compreende a beleza da jornada - e acaba se tornando tudo o que disse que não seria. Depois de quase um ano sem ter férias, pensei que três semanas de solidão e listas seriam tudo o que eu precisava. Me empenhei em planejar meus dias, seguir tudo a risca... Pra que? Não fiz uma coisa nem outra. Não me permiti descansar, fazer nada. E ao mesmo tempo, não me empenhei de verdade em algo que eu gostasse. Me sentia culpada por não querer fazer as atividades que havia planejado - por que eu não ia querer? eram ótimos hobbies! É que eu demorei pra entender que minhas próprias regras estavam me destruindo, fazendo com que eu me estagnasse. A rotina de acordar e necessariamente escrever no meu diário não estava me agregando como eu gostaria, meu terço e orações não eram mais autenticos. Por que? Quando o viver se torna apenas um item a ser riscado de uma lista, deixa de ser viver e passa a ser existir - basicamente desperdício de tempo e esforço.
Quando entrei de férias, eu tinha certeza que o que eu precisava era estar sozinha, que os outros é que não me deixavam descansar, curtir o belo. Mas estava enganada. Todo mundo que assiste Na Natureza Selvagem adora aquela frase "A felicidade deve ser compartilhada". Nunca foi uma das minhas partes preferidas, mas de repente ela parecia fazer todo o sentido.
Foi em uma das minhas últimas tardes que a Amanda me ligou e me chamou pra almoçar. Eu raramente tenho vontade de interagir com as pessoas, mas acabo fazendo isso por toda a carga social. Mas sei lá, a companhia dela me fez um bem muito grande. Um bem que eu já não sentia com outras pessoas, porque há tempos não enxergava outra pessoa além de mim mesma. Aparentemente, era tudo sobre mim. Eu não convivia - não estava mais disposta -, não abaixava, não aprendia, não me entregava. A simplicidade de uma amizade verdadeira, de repente me deu aquele insight de que talvez eu não estivesse vivendo a vida como eu gostaria. Na verdade, talvez eu não estivesse vivendo. Talvez só estivesse perdendo os meus dias... as listas acabavam por me prender e me controlar ao invés de me libertar e conduzir...
Engraçado que comigo, rola uma espécie de delay. As coisas acontecem, depois eu ligo os pontos. Apesar da Amanda ter sido o apse, cada pessoa que se fez presente na minha vida de alguma forma nessas três semanas me despertou para essa realidade. O pessoal do ensino médio, o ministério ruah, o pessoal do Js, do cursinho (e mesmo os amigos da psico, sem rolê), a minha própria familia.
Ainda nas minhas férias de quatro dias, assim que me livrei da necessidade de estar sempre sobre pressão por parte de mim mesma, refleti que toda a questão envolvendo qualidade estava o tempo todo me rondando (desde a minha infância) e eu tentava constantemente me convencer de que a falta dela estava relacionada aos milhares de compromissos que eu impunha para mim mesma. O ponto que eu nunca tinha chego antes - ou talvez apenas não queria admitir que havia chego - era que, na verdade, fazer tantas coisas me dava uma justificativa perfeita para conviver com meus próprios fracassos e escolhas. "Tirei nota vermelha porque eu não tive tempo para estudar", "Não falei com a fulana porque estava fazendo meu trabalho da faculdade", "Não tenho tempo para sentir ou pensar sobre esse sentimento agora porque estou ocupada demais lendo este livro". Nesse último semestre, passei tanto tempo no facebook que poderia apresenta-lo como AACC. E usar o facebook (e muitas outras coisas que faço) como fuga NÃO RETIRA DE MIM O QUE PRECISO ENFRENTAR! APENAS PRORROGA!
Ainda dói, e tudo bem.
É preciso deixar doer... é preciso se comprometer e acolher a dor... é preciso caminhar.
Com isso nao quero dizer que preciso parar de me envolver com causas e grupos, pois, mais do que nunca, sei que preciso de pessoas. Só que é necessario que haja decisão de enfrentamento da minha parte, é necessário que eu aprofunde relações ao invés de partir para as próximas, é necessário que eu escolha ficar antes de querer que alguém escolha por mim. É preciso coragem para ouvir o próprio secreto, tão detonado, tão sujo, tão.. tantas coisas. Minhas feridas, meus medos, meus fracassos... eu não quero ser um porco espinho que espeta os iguais.. ou uma tartaruga que entra dentro da propria concha e fica lá... eu quero mais.. e quero mais no simples...
Por fim, a questão do foco. De todas as minhas atividades, qual era a mais importante para mim? O que eu queria com cada uma delas? Não se trata de deixar de fazer algo, mas de ser constante com uma habilidade em especial. Eu nunca fui boa com escolhas, nunca mesmo. Mas o que era ESSENCIAL? O que estava em mim como algo NECESSÁRIO, quando eu era menor? Escrever. Sempre foi escrever. Diários nasceram de necessidade. Pandora nasceu de necessidade. E o impulsionador do problema é a necessidade. A música, o kumon, os estudos, meu servir... todas as coisas que me compõe PRECISAM vir da necessidade. Se eu precisava tanto escrever, por que eu parei? Porque o medo de não fazer bem foi maior que a necessidade de escrever. Então COMO voltar a escrever? Fazendo todos os dias, SABENDO que fracassarei, SABENDO que haverão dias em que não conseguirei sair de uma simples frase... e tudo bem. Só é necessário não parar. Eu PRECISO PRECISAR de novo da escrita. Eu PRECISO entender o esforço. Não importa quanto tempo demore, apenas continue buscando o precisar. Ao buscar o precisar, o resultado será apenas um detalhe.
Há alguns anos, se alguém contasse para a Ana Beatriz do passado o que ela teria hoje, ela provavelmente se espantaria - mesmo que talvez não ficasse surpresa. Ela conquistou muito - mesmo carregando junto dela a famigerada síndrome do impostor. Mas o que me preocula hoje, nesse momento, é: o que a Ana Beatriz do passado teria achado do que a Ana Beatriz de hoje é?
Sei a resposta e não gosto.
Trabalharei duro para mudá-la.
Desejo que a vida seja leve.

Recapitulando em passagens...
1) "Para tudo há um momento e um tempo debaixo do céu" Ecle 3,1.
2) "Seja forte e corajoso!" Js 1, 9
3) "Jesus viu-os e disse-lhes: Ide, mostrai-vos ao sacerdote. E QUANDO ELES IAM ANDANDO, ficaram curados" Lc 17, 14

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Uma notinha bonitinha de amor: o dia em que me apaixonei por você

Eu nem me lembrava mais desse texto. Estou apaixonada por ele! Estou apaixonada por me lembrar da sensação exata que foi me descobrir apaixonada conscientemente por alguém, pela primeira vez! (Por agora, a nota mental de que chega de se apaixonar. E ainda! Nada de melhores amigos). 

17/06/2016
Quando o Joao terminou comigo e foi embora, eu nunca achei que construiria uma relação tão profunda com alguém novamente. Eu estava certa de que nunca mais conheceria uma pessoa como ele, que pudesse me fazer ver o mundo de uma forma nova ou me cuidasse com tanto carinho e amor. Me senti triste, desolada e sozinha, com um buraco enorme no peito, uma doente de amor incurável. Então escolhi entrar debaixo das cobertas e do chuveiro pra chorar, me trancar no banal, sofrer e remoer, por um loongo tempo. Vieram momentos de raiva, de ignorância, e por fim, perdão. Dois anos depois, assim que dei por finalizada a etapa da superação, me vi buscando em outras pessoas o que devia buscar em mim mesma. A nova etapa a que me propus foi a de autoconhecimento, com seus contrários, paradoxos, complicações. A primeira vista, um caminho esquisito, sinuoso, complexo, difícil.... porém, aos poucos, muitas vezes até mesmo após tempestades fortes, flores e cheiros que me invadiam de um modo peculiar e único, me envolvendo de amor e crescimento pessoal. E então, em uma reunião costumeira de amigos, me aconteceu algo que nunca (nunca, nunca, nunca) havia me acontecido antes. Nem mesmo com o Joao. Eu me dei conta, me vi consciente e entregue, a algo que há tempos já acontecia ali dentro de mim - e eu estava ocupada demais para notar. Ao olhar bem no fundo dos olhos de um certo alguém, eu me vi despida das máscaras sociais, das preocupações, dos meus medos, das minhas faltas..... eu me vi. Sem mãos suadas ou borboletas no estômago, sem indecisão ou racionalidade, sem motivo, sem neuras... sem nada. Minha alma estava nua. Ele me via além.
Eu soube.
Estava apaixonada.
Mais.
Um garoto do acaso, que sempre esteve lá. Amigo dos amigos. Só tinha se achegado, sem motivo especial, sem interesse. Alguém manso, intenso, risonho, livre.... violão, voz, filmes. Um profundidade pura e nata da nossa amizade. tumtum. Os olhos dele sorriam para mim, os momentos passavam em câmera lenta na minha cabeça... mais.. mais... quando? como? serio? por que ele? MAIS! tumtum. Quem diria?
Se seria recíproco posteriormente, não conto. Não importa. O que importa mesmo é que Joao não era único no mundo porque tinha nascido assim pra mim... como a Rosa do pequeno príncipe, Joao foi único no mundo - no MEU mundo - pelo tempo que eu lhe havia dedicado, durante anos, por inteiro. Ele continuava único existindo na nossa história, a história que escrevemos juntos, que faz parte de nós... sempre continuaria(á). O interessante foi a maneira que a vida achou de me mostrar que a unicidade do Joao não era única. O jeito de amar do Joao não era único. A maneira como Joao vivia não era única. Talvez não fosse possível conhecer alguém como o Joao porque as pessoas são únicas... umas, desejo que sejam únicas no meu mundo.
Esse alguém, na sua essência, era tudo, menos Joao.
Mesmo assim, foi nesse olhar que eu me perdi.
"Isso é que é boa música eletrônica, Ana" ele diz. Eu sorrio, boba, e desvio o olhar para pegar um copo de refrigerante.
Ajo estranhamente a noite toda.

Ninguém nota nada. 

O Espírito Natalino e essas coisas..

Por muitos anos eu tentei me convencer de que o natal era um dia feliz e especial. Ainda assim, mesmo quando eu era pequena, com toda aquela comida extremamente convidativa que a minha avó preparava e todos aqueles presentes debaixo da árvore, tão numerosos e coloridos, bem lá no fundo, tudo o que eu conseguia sentir era um grande vazio. Ele era constante em sua inconstância, específico da data, como as luzes de decoração... liga, desliga, liga, desliga... mas sempre lá. Ano após ano durante essa época, as pessoas que me cercavam, de repente, ficavam envoltas pelo misterioso Espirito de Natal. Mas não eu. Por quê?  
Eu era cristã. Queria que Jesus nascesse na minha família e no meu coração novamente. O ano estava no fim, era quase reveillon - vida nova, metas novas, dias zerados. Eu tinha um bom repertório de filmes natalinos. (De qualidade duvidosa? Talvez, mas ainda natalinos). Rudolf, a rena de nariz vermelho. Os fantasmas de Scrooge, Meu papai não é noel. Mais recentemente, A felicidade não se compra.
Então por quê?
Há alguns natais, em uma das brechas de luz do meu vazio existencial, eu entendi que o único sentimento que talvez me fosse concedido que lembrasse o Espirito de Natal fosse aquele alívio de fim de dia, quando eu agradecia a Deus pela minha família, amigos e pela comida maravilhosa que eu teria por uma semana inteira. É, só isso mesmo. Não precisava ter um porquê. Talvez eu pudesse só acolher as sensações e odiar o natal.









Dia 23/12/2016, na mesa de jantar. Pai, mãe, eu. Uma briga de casal algumas horas antes.  Promessas que nunca seriam cumpridas da parte dela, palavras mais pontudas que punhal da parte dele. Meu silêncio valendo minha vida.
"Eu entendi sua dor durante ANOS!" dizia ela, ferida. "Você não pode entender a minha por alguns meses?! Qual o seu problema em passar o natal com a minha família?!"
Rosto vermelho, irritado. 
"Eu odeio o natal" Tum-Tum.  Liga, desliga. Tum-Tum. "Quatro dias antes... ele morreu". 





Uma lembrança antiga. 







Pai, eu também odeio o natal. 






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Não esse ano. 
Eu não quero mais sofrer as dores dos outros. 
Eu posso estar lá - e vou. 
Apenas isso. 
Um mês de comunhão diária. 

Eu finalmente sinto o Espírito Natalino. 

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O grande irmão

Resultado de imagem para o grande irmãoA transubstanciação me parece um momento atemporal, às vezes. Eu estou frente a frente com Jesus eucarístico, meu coração dá indícios de que vai explodir. Tudo a minha volta parece um grande nada perto da grandeza dele. Um grande nada tão grande, que mais nada importa. Desejo passar a vida toda prostrada. Então eu cruzo as portas da igreja e sinto um choque térmico. Enquanto isso, na aula de história da Educação, escuto críticas à Escola Nova (que tanto amo) e me sinto um peixe fora d'água no abismo do meio científico anarco-socialista. Detesto o senso comum. Seja-você-mesmo, você-é-livre, você-pode-ser-o-que-quiser. Não me identifico mais com revoluções. Não quero mais a violência Marxista da tomada de poder da classe proletária. "Mas qual suas tendências políticas e econômicas mesmo, Ab?". A pergunta ressoa dentro de mim, eu oscilo nas respostas que me dou. 
Sou adulta.
No acampamento, tenho impressões estranhas. Estou inserida na cultura do agora, na cultura dos cliques, na cultura da ansiedade. Estou sempre em frenesi. Muitas vezes, mesmo com sono, quando deito minha cabeça no travesseiro, fico pulando de uma rede social para outra, sem rumo ou objetivo real. Antes eu sonhava. Agora, curto, comento, compartilho. Agora também amo através de cliques. Perdi a noção de como era antes, do que poderia ser depois. 
"2 + 2 = 5".
 Acho que estou aprendendo a duplipensar. 
Não quero mais escrever histórias longas. Não quero nem mais escrever histórias. As ideias vem e vão tão rápido que não consigo mais capturá-las e registrá-las. Excelente cursar duas faculdades, hm? Em meio às burocracias, copio EDs. Os livros que eu costumava ler não ficam mais ao meu alcance no ônibus. Quase meio ano sem abrir o Blog. Sou pinóquio as avessas, engessado. 
Eu rezo um terço. Sou toda dela. Me sinto profundamente amada, é quase reconfortante. Sinto raiva das misérias humanas. Eu rezo mais. Rezar conforta meu coração - de acordo com a fenomenologia, acreditar que algo existe já o torna existente. 
Torço para que Ele esteja mesmo aqui.  
O amor da minha vida me espera exasperado em algum canto do mundo, dentro do nosso trailer imaginário, enquanto eu componho na esperança de que meu grito abafado chegue até ele. Estou esperando.
"Quem você queria que estivesse em seu lugar, Winston?"
Perco o foco. 
Eu amo o Grande Irmão. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Uma carta para o amor da minha vida

São quatro da manhã de uma terça-feira de dezembro. Eu ainda nao estou de férias porque minha faculdade saiu de greve recentemente. Eu acabei de ser rejeitada pelo menino que eu gosto, que provavelmente não é você. Isso parece bom, mais do que deveria, porque estou livre novamente. Eu quero te encontrar.
Eu comecei aquela coisa de espera, mas descobri que eu sou pior do que eu pensava. Faz so um mês. Eu sinto que não consigo fazer isso.
Você é muito abstrato. Mesmo que eu escreva músicas pra voce, ou que tenha uma lista de características... eu não te conheço. Eu nao sei seu nome, se você já existe pra mim. Isso é frustrante. Minha bolha me machuca cada vez mais.
Eu nao entendo os planos de Deus. Eu nao sou boa em renunciar a mim mesma. Será que em algum lugar você também renúncia a si mesmo por mim?
Com um mes de espera, Deus fez com que eu tivesse "a conversa" com o Lucas. Com que tudo fosse esclarecido, para que eu pudesse me concentrar em voce. Em como ele queria que a gente desse certo, que fossemos um do outro, mesmo agora. De certa forma, foi exatamente como eu pedi... ainda bem. Renunciar o Lucas teria sido a coisa mais difícil de toda a minha vida.
Me desculpe por ainda não te amar.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

17 coisas eu que diria para a Ab de 17 anos

1- Seje Menas. Pare de se preocupar demais, de pensar demais, de querer que as coisas aconteçam do jeito que você imaginou. As coisas passam e são como devem ser (geralmente muito melhores). O tempo não é um inimigo.
2- Não perca tempo desprezando Legião Urbana. Nem engenheiros do Hawaii. Ambas bandas vão chegar ao seu coração de um jeito ou de outro - como um milhão de coisas que você disse que nunca chegariam e acabaram chegando mesmo assim. Aliás, não perca tempo com preconceitos. De nenhum tipo. Desconstrua!
3- Aceite quem você é, sem tirar nem por. Depois você resolve o que você deve melhorar ou manter.
4- O fim do colégio não é o fim da sua vida. Na verdade, pasme, é só o começo. Passar na faculdade não é tudo o que importa - ignore as pessoas que pensam assim. Você tem todo o tempo do mundo. Você não vai morrer se fizer cursinho. Aliás, você fará cursinho e será uma das melhores experiências da sua vida. Eu sei que você não vai acreditar, mas as coisas melhoram. Juro.
5- Deixe que as pessoas te conheçam de verdade - só assim elas poderão gostar ou desgostar de você. Não fique tentando agradar todo mundo - acredite, é chato.
6- Dê valor as pessoas que gostam de você e deixe pra lá as que você gostaria que gostassem. Ninguém é obrigado a nada, muito menos a te amar. Você não é obrigada a nada. Amor não se mendiga, não se compra. Amor é presente, é sacrifício e é escolha. Amor é pra fazer voar, não pra guardar em caixinhas. Seja sempre gentil, porém saiba dar prioridades para quem realmente importa.
7- Não tenha medo de fazer ou dizer o que você pensa. Porém, faça no momento certo, do jeito certo e para as pessoas certas. O medo é o contrário do amor. O medo limita, cega, prende, deprime. O medo torna grande o que é pequeno - e você nasceu para coisas grandes!
8- Confie mais nas pessoas. Elas tem os próprios roteiros em suas cabeças, risos. Apesar de ser um exercício aparentemente doloroso e angustiante, às vezes - e, pasme, muito mais vezes do que você pensa - as pessoas te dão suporte de um jeito que você nunca imaginou ser possível!
9- Discorde. Não seja apática ou omissa. Esteja aberta ao diálogo. Pense sobre as coisas - repense, tripense, quadripense. Ainda assim, saiba valorizar suas raízes, seus valores, seus sentimentos, suas qualidades - assim como faz com todo mundo.
10- Concorde. Mude de opinião quando achar que deve - não tem problema nenhum, desde que aquilo faça sentido para você, mesmo que não fizer para ninguém mais. Não seja dura com os outros, mas maleável. Entenda que as pessoas não moram dentro da sua cabeça, do seu coração, da sua realidade. Não seja dura consigo mesma. Tenha discernimento e sabedoria perante as regras e leis - as escritas, as sociais, as da sua própria cabeça. Volte atrás, peça mais perdão, perdoe mais.
11- Não se arrependa de nada, mas saiba aprender com as coisas que não deram certo. Dê as caras, se desafie a fazer coisas novas. (você não tem noção do que são as aula de teatro, Ab 17!).
12- Aprenda a entender seus limites: saiba quando persistir - às vezes, só faltam alguns degraus para agarrar o objetivo com as duas mãos e abraçá-lo forte - e quando desistir - não seja tão teimosa em situações que não evoluem, não mudam, não acrescentam. Use melhor o seu potencial, explore mais sua solidão e seus pensamentos!
13- Se permita: seja amada, deixe-se cuidar. Sua humanidade não é uma limitação - muito pelo contrário, é uma bênção. Não precisa retribuir tudo, dar é uma escolha consciente.
14- Seja livre - no sentido real da liberdade. Desfaça-se do que te prende, os vícios, as mágoas. Se envolva! Cerque-se de gente que deseja percorrer o mesmo caminho que você! Tenha coragem de escolher o caminho do amor!
15- Aproveite os detalhes dos momentos, porque eles não voltam. Não se acomode, não se contente em ser rasa. Não se limite as paixões passageiras. Procure profundidade no que é simples. Tenha um olhar novo no que é comum e rotineiro. Leia mais David Levithan, veja mais filmes franceses, construa belos personagens, jogue baralho com seu avô, abrace sua avó (e todas as pessoas que você ama) enquanto pode, faça um milhão de bolos de chocolate, dedique-se a Mel, desvie o caminho para passar pelo Ipê rosa.....!
16- Você não precisa arranjar um namorado: ele virá até você quando você aprender a amar sua própria companhia e trabalhar para ser a pessoa com quem gostaria de namorar!
17- Seja ousada e confiante! Em qualquer aspecto! O não você já tem - e ele vai continuar lá a menos que você faça algo a respeito!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

E mesmo se nada der certo....

Hoje eu sentei para escrever e descobri que não tinha nenhuma história para contar. Nem sempre tenho, apesar de aparentar ter. Hoje eu me senti frustrada, mais que em outros dias de frustração – ou talvez fosse só aquele mimimi chato de que as dores sempre doem muito. E, apesar de querer dizer isso para alguém, não consegui. Eu só queria existir no meu próprio mundo, comigo mesma – e, é claro, continuar a achar que ninguém entenderia. Às vezes eu saio de mim por não estar em mim. Às vezes sou o que não sou, por medo de ser profunda demais. Às vezes eu sou só... uma garota qualquer. Será que tudo bem? Ser uma garota qualquer, quero dizer. Por algum motivo, as pessoas continuam a importar. E na tentativa de interagir, me apago e me sufoco. Sou boba e infantil, vivo a pressão de coisas que poderiam ou não acontecer. Então perco o interesse. E por vezes me sinto omissa. É interessante como as pessoas tendem a gostar muito da minha personalidade afetuosa e simbólica, extremamente acolhedora. Eu também gosto, pra falar a verdade. Se não fosse por ela, eu não seria eu. Mas eu existo de outras formas. De muitas outras formas. Dentro de mim tudo ferve, borbulha e cai. Se escondem os pensamentos e sentimentos que eu não tenho coragem de expressar ou explorar. Quanto mais compartilhar com alguém. E eu fico com raiva disso. Queria um adaptador de fones de ouvido. E alguém que quebrasse essa necessidade de estar constantemente no comando.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

TAG: 20 fatos sobre mim

1- Meus pais tinham certeza que eu seria um menino. Se eu não me chamasse Ana Beatriz, chamaria Roberto (ou Amanda Roberta), devido ao segundo nome do meu pai. Sempre quis ter um irmão, e só desisti quando minha mãe retirou o útero haha. Também sempre quis ter um gato, mas meus pais preferem cachorros.
2- Minha mãe me encorajou a ler desde muito cedo. Eu gostava de ler tudo o que via pela frente - o que eu mais gostava eram as placas de trânsito. O primeiro livro que eu li na vida foi "A fada que tinha ideias", na pré-escola. Tenho boas lembranças com ele. O primeiro livro que comprei com meu próprio dinheiro foi "A garota americana", da Meg Cabot. Meus livros favoritos são "Capitães da Areia", "O Pequeno Principe" e "Alice no país das maravilhas". Minha série favorita é "Desventuras em Série" do Daniel Handler.
3- Eu entrei no curso de piano com 6 anos de idade e só aprendi a ler partituras com 9 anos. Quis desistir praticamente o curso todo. Fiquei de recuperação teórica diversas vezes. Uma vez fiquei de recuperação prática. Lembro do programa dessa prova prática decor até hoje. Me formei em 2013. Hoje faço aula de violão erudito e não me vejo existindo sem a música.
4- Amo colecionar objetos que me remetam a momentos. Guardo todos os álbuns de figurinha que preenchi quando era criança. Guardo os cards e os papéis de carta. Tenho um diário! Adoro tirar fotos (dos outros, de coisas que vejo, e não de mim mesma) e ganhar presentes (os meus preferidos são os confeccionamos à mão). Sou profundamente ligada a rituais, tradições e simbolismos.
5- Me vejo cristã católica, pertencente a igreja de Cristo e gosto de signos. Com treze anos de idade eu tive meu primeiro encontro com Deus, em um acampamento que fiz. Nem sempre sinto Deus, mas sempre desejo senti-lo, adorá-lo, amá-lo e servi-lo - mais que com as minhas palavras, mas com a minha vida. Muitas vezes sou cabeça dura, mas volto atrás e recomeço. Me identifico profundamente com Pedro. Tenho uma rotina de oração diária que envolve silêncio, dores de podas, aconchegos e meditação. Procuro viver mais minha espiritualidade que minha religião. Procuro acompanhar os pedidos do Papa. Minha passagem bíblica favorita no mundo é 1Cor13. Me esforço para rezar o rosário todos os dias porque me ajuda a contemplar a vida de Jesus. Desejo me consagrar a nossa senhora em breve. Tenho sol, lua, ascendente, vênus, júpter e urano em aquário - sou a diferentona.
6- Tenho MUITA dificuldade em me comunicar e me expressar através da fala. Prefiro escrever. Escrevo desde os oito anos. Com cinco anos, criei um universo paralelo na minha própria cabeça como mecanismo de escape do mundo chamado Pandora. Nunca consegui passar para o papel. Já perdi coisas que escrevi porque sou horrível com tecnologias. Gostaria de ter mais tempo para escrever do que tenho. Uma amiga me inspirou a criar um blog. Tenho mantido ele atualizado tanto quanto posso (metamorfoseluminosa.blogspot.com). Divido outro blog com outro amigo (prosacomamora.blogspot.com).
7- Eu adoro matemática, mas passei a vida toda achando que odiava. O que odeio mesmo é como a pressão escolar transforma matemática em um bicho de sete cabeças. Tive alguns professores incríveis e inspiradores durante a minha vida e me encontrei muito com os números (e letras, diga-se de passagem) nas aulas de Kumon. Faço kumon de matemática há dois anos. Quero fazer os outros que existem. Recomendo demais. O número sete é meu número favorito no mundo. Adoro números primos e ímpares. O único numero par que eu gosto é o 2.
8- Minha cor favorita é azul, mas eu sempre digo que é vermelho porque acho que vermelho combina mais comigo e com a minha personalidade.
9- Sou APAIXONADA por comida japonesa. E por chocolate. Eu trocaria qualquer coisa na vida por sushi e chocolate grátis.
10- Adoro datas comemorativas, principalmente meu aniversário. É o dia do ano em eu mais me sinto amada por Deus e pelas pessoas ao meu redor. Eu me sinto extremamente grata por estar viva. Apesar disso, geralmente tenho um sentimentozinho incômodo no fundo do peito e me sinto inspirada a fazer coisas pelos outros. O ano novo também é especial. Não sou mt chegada no Natal.
11- Nunca pensei que teria os amigos como tenho hoje. Muita gente passou pela minha vida e, alguns que achei que ficariam, foram e outros que achei que iriam, ficaram. Com meus amigos, aprendi a ser leal e a ter empatia. Sou extrovertida e brincalhona quando me sinto à vontade, mas nem sempre tenho noção do que faço. Tenho problemas com intimidade e cobranças - quando me sinto pressionada, fujo e não dou satisfações. Acumulo e espalho sentimentos, bons e ruins. Não consigo esconder. Se me sinto segura, feliz, interessada, meu amor transbordará. Se me sinto magoada ou ferida, com raiva, estarei séria e pronta para briga. Tenho dificuldades em perdoar e em confiar. Verdadeiramente, sou extremamente fechada e tímida.
12- Tenho medo de elevador, subo de escada sempre que possível. Tenho medo de altura e sou claustrofóbica, mas sonho em andar de avião. Tenho medo de mar, de que ele me leve para longe e de que eu me afogue na sua imensidão. Tenho medo de não ser suficiente, de não ser capaz. Tenho medo de não viver por ter medos.
13- Eu gosto de viajar, mas sou do tipo que cria raízes. Não consigo ficar indo de lugar em lugar se não souber que voltarei para minha casa. Gosto de ter uma casa, um lugar para chamar de Lar. Amo poucas pessoas, apesar de conhecer muitas. Tenho dificuldade de me desprender das pessoas que amo. Adoro frio e gostaria muito de conhecer a Argentina.
14- Gosto de doramas e produções latinas. Minhas séries favoritas são Rebelde Way, Gossip Girl, Personal Taste e Lost. Assisto diversas outras, mas enjoo muito facilmente. Não suporto humor americano. Detesto Friends, The Big Bang Theory e How I Met Your Mother. Gosto de animes e desenhos. Toradora é meu anime favorito, seguido por Nazo no Kanojo. Também curto Naruto, apesar de ainda não ter conseguido sair do clássico. Amo Hey Arnold e Os Thornberrys. Meu desenho favorito é Avatar, a Lenda de Aang. Não consegui terminar a lenda de Korra, mas acho que me falta maturidade.
14- Tenho um abismo por vilões e anti-heróis. Acho que são muito mais humanos que os mocinhos. Geralmente possuem dramas reais e questionamentos intensos que fazem com que eu me identifique profundamente. Se eu fosse uma personagem, eu com certeza seria uma vilã. Os que me vieram na cabeça agora são James (Lost), Snape (Harry Potter), Conde Olaaf (Desventuras em Série), Chuck e Blair (Gossip Girl), Zuko (Avatar), Leonardinho (Memórias de um Sargento de Milicias). Além disso, adoro personagens autênticos, como o DC (Turma da Mônica Jovem), o Ryan (High School Musical) e Rocco ( Rebelde Way).
15- A Marizza é a personagem que eu mais me identifico na vida. Meu cabelo é vermelho por causa dela.
16- Eu faço duas faculdades. Entrei em psicologia matutino na unip e não me encontrei. Fiz cursinho por meio ano e entrei em pedagogia noturno na unesp. Não larguei psicologia porque sou indecisa. Entrar na universidade privada antes da pública e fazer cursinho foi essencial para meu desenvolvimento, amadurecimento e formação. Me sinto mais aberta e segura a cada dia. Meu maior sonho é conhecer SummerHill e trabalhar com educação não convencional.
17- Amo coisas simples. Pequenos gestos, olhares, sorrisos. Gosto de andar de ônibus, de chapéus, de correr na chuva. Gosto de olhar para o céu e ficar em silêncio, ver estrelas ou animais nas nuvens. Gosto da companhia da minha familia e amigos, de fazer nada.
18- Odeio gente fanática, gente apática, gente covarde. Odeio falta de sensibilidade com o outro. Odeio injustiça, odeio gente que cresce as custas dos outros, que não sabe ser feliz pela felicidade do outro. Já fui tudo isso (https://www.youtube.com/watch?v=HiNuv8gpfZs).
19- Gosto de poesia e Mpb. Meu poeta favorito é Manoel Bandeira, também Drummond. Gosto muito de Legião Urbana (apesar de não suportar Faroeste Caboclo uahsuahsuahs), A Banda Mais Bonita da Cidade, Cássia Eller, Ana Carolina. Gosto de música que fala com a letra e que fala com a melodia. Não sou muito fã de internacional, mas tenho boas lembranças adolescentes de Avril Lavigne e Simple Plan. Curto pop em festas, eletrônica não me desce. Rock Clássico é bom para dias tristes, música instrumental para estudar.
20- Sempre preferi livros a filmes, porque tenho problemas com certos tipos de construções de enredo e significados. Sou muito simbólica, como já disse. Foi só no terceiro ano do ensino médio que eu comecei a realmente apreciar filmes, através de um professor que me apresentou de fato o que era cinema. Tenho muita dificuldade em escolher um filme só como favorito. Gosto de filmes franceses, asiáticos, de algumas animações, de algumas produções nacionais, entre outros. O fabuloso destino de Amelie Poulain, Tomboy, Donnie Darko, Senhor Ninguém, A vida das Abelhas, Corrente do Bem, Interestelar, Era uma vez, Entre Abelhas, Hoje eu quero voltar sozinho, Monstros SA, Toy Story, Lilo e Stitch, Serviços de Entregas da Kiki, O Castelo Animado..... infinitos outros! Meu pódio fica: 3- A viagem de Chihiro, 2- Na Natureza Selvagem e 1- Ela.