Ação
A passos largos, Mai subia as escadas ofegante. Seu coração
batia forte, tinha pressa de chegar em casa. Batia as mãos em todos os
interruptores com aspereza, mesmo sabendo que a luz continuaria acesa por pelo
menos três lances de escada. Cruzou a porta, tirou os sapatos. Avistou a meia
luz uma garrafa de vinho no armário que Cris guardava para ocasiões especiais. Bom,
aquele era o momento. Caminhou até a cozinha, puxou o canivete do bolso, atirou
sobre a garrafa. Enquanto ela flutuava, Mai se esgueirou até a pia e puxou uma
taça, observando o vinho ocupar seu lugar perfeitamente.
Observações: Acho
que ficou mais uma descrição detalhada que de ação. Fiquei pensando que o que diferencia
uma cena de ação de um trecho que se propõe a simplesmente descrever a cena em
detalhes é a dicotomia atividade/passividade. Senti que não fui muito eficiente
em desenvolver os movimentos da personagem de maneira instigante. Em alguns momentos
senti também que estava tendendo mais pra terror que pra ação, mas tentei
controlar melhor.
Drama
Enquanto subia as escadas, Mai sentia seu coração sangrar. O
corrimão gelado que tocava sua mão roubando seu calor parecia uma metáfora perfeita
de sua história com Cris. Agora via a energia desnecessária que tinha despendido
naquela relação, enxergando o todo de uma dinâmica profundamente tóxica. Contudo,
quando cruzou a sala e deu de cara com a primeira foto que tiraram juntos,
esqueceu por alguns instantes que estavam fadados a se separarem desde o
início. Entregue, abriu uma garrafa de vinho e deixou que o líquido descesse lentamente
por sua garganta, desejando que a perfurasse e lhe tirasse a vida.
Observação: Comecei por ele, drama é um gênero com o qual eu
tenho facilidade. Tentei ser bem exagerada e intensa, focando nos pensamentos, sentimentos
e atitudes da personagem.
Comédia
Mai Tinha levado um pé. Estava bêbada. Seu único objetivo da
noite era chegar em casa e abrir aquela garrafa de vinho que Cris escondia atrás
do armário. E ficar mais bêbada. Mas estava difícil de chegar. Tentou fazer uma
baladinha com os interruptores, mas falhou. Também tentou um montão abrir sua
porta, até que percebeu não estava usando a chave certa. Pescou o celular do
bolso, ligou para si mesma. Ouviu seu telefone tocar do outro lado da porta. Discou,
caiu. O que estaria fazendo pra não atender o telefone? Resolveu esperar, sentou
encostada na sua porta. Dormiu.
Observações: Queria dizer que eu não sabia nem por onde
começar, risos. Comédia é um gênero que não curto muito, então acho que foi o mais difícil. Não sei se tive sucesso, dei uma apelada pro estereótipo de bêbado sem noção porque não tive outra ideia melhor. Mas, pessoalmente, não curti.
Nenhum comentário:
Postar um comentário