quinta-feira, 31 de julho de 2025

Carta aberta à lua

 faz tempo que eu não escrevo aqui - e tantas coisas mudaram. eu me dei um novo nome, bernardo, que nem sei mais se é meu. eu escolhi esse nome porque tem quase as mesmas letras de beatriz, mas tem letras diferentes também, o que significa que ainda sigo sendo eu, mas a partir de outras configurações.


inesperadamente, conheci alguém que virou meu mundinho de cabeça pra baixo. você. um satélite natural.

simplesmente precisava desse encontro. sempre tão preso e paralisado nos movimentos de agradar, e, de repente, sou confrontado a me expor. tenho medo de me mostrar e ser só um maluco intenso e sem noção. provavelmente seria mesmo. tenho medo do discurso furado que sei que me define e inveja de pessoas como você que em sua vivem em um discurso sem furos, com coragem e ingenuidade.

nunca quis alguém que me instigasse a ser melhor. sempre vi isso como uma pressão, uma crítica. mas o timing de te conhecer foi perfeito, consegui virar uma chave que eu nem imaginava que eu tinha nas minhas mãos. você me faz melhor.

beatriz significa aquela que faz os outros felizes. bernardo significa urso. recentemente, conheci um urso chamado "urso da lua", pois todos da sua espécie tem uma mancha estampada no peito que lembra uma lua.

acho engraçado você odiar homens, e fazer emergir em mim o mais autêntico traço de bernardo: o urso. um bicho protetor, bastante selvagem, não monogâmico.

te amo, lua.

como beatriz, porque quero te ver feliz; como bernardo, porque te carrego no peito. 

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