Se tem algo que eu não tenho é pretensão de te convencer a viver da forma como eu vivo, porque afinal, o modo de existência (ou não existência) de cada um cabe a si mesmo e somente a si mesmo. Isso nunca foi um problema para mim, apesar de claramente notar o quanto é um problema pra uma porrada de gente. É claro que chegar até aqui não foi mérito meu, mas dos encontros que tive e experiências significativas que me tocaram de forma única e particular, uma sequência interminavel de assimilações e acomodações e associações ilimitadas, que me tornaram a pessoa que sou hoje. Depois de finalmente parar de fugir do fato de que a comunicação e escrita não eram meros coadjuvantes da minha história, decidi virar a chavinha e dar a chance que elas tanto pediam de serem vistas e tornarem nobres para, talvez, serem lapidadas como minhas principais ferramentas. Esse é o primeiro texto de uma longa jornada de escrita (terapêutica? orgânica? instrutiva?) e auto expressão. De alguma forma, acabei aqui e é como se o tempo tivesse voltado e eu tivesse só tomado de volta o que sempre foi meu por direito. Sendo assim, esse é um manifesto sobre a minha existência, porque eu existo. Então, bem-vindos.
Algo que me define logo de cara, é minha rebeldia. Eu passei muito tempo sofrendo com minhas incoerências e escolhas incompatíveis. Comigo, com os outros, com meu contexto, com meus ideais. Tenho repulsa por regras mas sou cheia delas, um monte de metas mas poucos sonhos. Foi só ousando caminhar e, apaixonadamente me permitir ser todos os meus contrários que descobri a beleza que carregam.
Paixão é algo que se destaca em mim. Tudo me apaixona fácil, eu me encanto com detalhes e todos, excentricidades e simplicidade. Mas o que mais me apaixona são seres humanos. Algumas pessoas dizem histórias, outras almas, outras vidas. Não importa o nome. Meu maior interesse é aprender sobre os outros. Aprender sobre os outros me dá habilidades peculiares e inesperadas como escrever com as duas mãos, saber capitais mundiais, estudar libras, jogar xadrez. Eu sei coisas que nem sei que sei. E elas brotam da paixão.
Sou intensa, sou empatica. É tudo ou nada, do jeito que eu leio. Leio muitas coisas erradas. Estrategista sim, desconfiada também. Leio seus movimentos e analiso todos eles, mas você não nota porque me subestima. É proposital. Nada deixa de passar pelos meus filtros. E eles são muitos. Raramente volto atrás. Apesar de ter todas minhas energias quase sempre canalizadas para fora, como meu nome profetiza, sou solitária e impenetrável. É assim que sobrevivo. Minha felicidade não está mais nas mãos de ninguém. E toda vez que esteve, eu neguei, mesmo chorando escondida no banho.
Quanto mais próximo, mais rigida. Calorosa, carismática e sorridente - se as entrelinhas de espaço são respeitadas. Respeito é fundamental, e por ele torno qualquer ideologia irrelevante. Tentando aderir ao antes feito que perfeito, ainda que presa à idealizações. Extremamente idealista, da geração mimados e não frustrados o suficiente. Mimizenta, ciumenta, dramaqueen. Jogadora até o fim. Medrosa, mas quando não, ousada. Sangue latino correndo nas veias. Amante de chapéus, silêncio e cheiro de chuva. Persistente e leal até o fim. Constante na inconstância. Tentando enfrentar meus demônios. Teimosa, mas maleável - porque nada vale muito a pena. Quase um camaleão. Me encaixo perfeitamente quando quero, pra não chamar atenção, quando tenho preguiça. Mesmo sempre me desencaixando. Descobrindo que diálogo cura, mas que nem sempre quero dialogar. Amadora em amar. Tentando respeitar os sentimentos que vem sem ficar julgando. Os meus sentimentos por mim, pelos outros, pelas situações. Julgo tudo, dona da verdade. Se eu puder criticar, vou criticar. Mas se me agradar, é imaculado.
Queria ser leve, mas sou densa. Centro pra maior parte das coisas, mas vira e mexe tendo pra esquerda. Mesmo assim adoro azul. Sensível, intuitiva, uma esponja. Queria ser leve, mas é difícil ignorar o mundo que eu vivo. Odeio a indiferença, mas me tornei parte dela.
Se tem algo que eu não tenho é pretensão de te convencer a viver da forma como eu vivo. O meu manifesto é simplesmente um manifesto de existência. E eu me comprometo a continuar existindo, em todas as minhas versões, goste você ou não.
Algo que me define logo de cara, é minha rebeldia. Eu passei muito tempo sofrendo com minhas incoerências e escolhas incompatíveis. Comigo, com os outros, com meu contexto, com meus ideais. Tenho repulsa por regras mas sou cheia delas, um monte de metas mas poucos sonhos. Foi só ousando caminhar e, apaixonadamente me permitir ser todos os meus contrários que descobri a beleza que carregam.
Paixão é algo que se destaca em mim. Tudo me apaixona fácil, eu me encanto com detalhes e todos, excentricidades e simplicidade. Mas o que mais me apaixona são seres humanos. Algumas pessoas dizem histórias, outras almas, outras vidas. Não importa o nome. Meu maior interesse é aprender sobre os outros. Aprender sobre os outros me dá habilidades peculiares e inesperadas como escrever com as duas mãos, saber capitais mundiais, estudar libras, jogar xadrez. Eu sei coisas que nem sei que sei. E elas brotam da paixão.
Sou intensa, sou empatica. É tudo ou nada, do jeito que eu leio. Leio muitas coisas erradas. Estrategista sim, desconfiada também. Leio seus movimentos e analiso todos eles, mas você não nota porque me subestima. É proposital. Nada deixa de passar pelos meus filtros. E eles são muitos. Raramente volto atrás. Apesar de ter todas minhas energias quase sempre canalizadas para fora, como meu nome profetiza, sou solitária e impenetrável. É assim que sobrevivo. Minha felicidade não está mais nas mãos de ninguém. E toda vez que esteve, eu neguei, mesmo chorando escondida no banho.
Quanto mais próximo, mais rigida. Calorosa, carismática e sorridente - se as entrelinhas de espaço são respeitadas. Respeito é fundamental, e por ele torno qualquer ideologia irrelevante. Tentando aderir ao antes feito que perfeito, ainda que presa à idealizações. Extremamente idealista, da geração mimados e não frustrados o suficiente. Mimizenta, ciumenta, dramaqueen. Jogadora até o fim. Medrosa, mas quando não, ousada. Sangue latino correndo nas veias. Amante de chapéus, silêncio e cheiro de chuva. Persistente e leal até o fim. Constante na inconstância. Tentando enfrentar meus demônios. Teimosa, mas maleável - porque nada vale muito a pena. Quase um camaleão. Me encaixo perfeitamente quando quero, pra não chamar atenção, quando tenho preguiça. Mesmo sempre me desencaixando. Descobrindo que diálogo cura, mas que nem sempre quero dialogar. Amadora em amar. Tentando respeitar os sentimentos que vem sem ficar julgando. Os meus sentimentos por mim, pelos outros, pelas situações. Julgo tudo, dona da verdade. Se eu puder criticar, vou criticar. Mas se me agradar, é imaculado.
Queria ser leve, mas sou densa. Centro pra maior parte das coisas, mas vira e mexe tendo pra esquerda. Mesmo assim adoro azul. Sensível, intuitiva, uma esponja. Queria ser leve, mas é difícil ignorar o mundo que eu vivo. Odeio a indiferença, mas me tornei parte dela.
Se tem algo que eu não tenho é pretensão de te convencer a viver da forma como eu vivo. O meu manifesto é simplesmente um manifesto de existência. E eu me comprometo a continuar existindo, em todas as minhas versões, goste você ou não.
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