terça-feira, 24 de dezembro de 2019

TAG: o que eu fiz em 2019? (o ano da cura interior)

Séries 

Euphoria
Muito parecida com skins e kids, achei bastante articulada com a realidade, tocando em temáticas polêmicas de um jeito intenso, mas natural. A construção dos personagens foi muito bem feita pela complexidade dos seus conflitos e tanto o roteiro quanto a estética da série se mostraram muito imersivos. Acompanharei a 2 temporada, com certeza!
10/10

Garotas Apaixonadas (KKK)
 Era uma série britânica bem água com açúcar que eu acompanhava quando eu era adolescente e tinha muito carinho. Acabei encontrando ela na internet e como os episódios eram curtinhos, decidi reassistir para treinar o meu inglês. Achei muito divertido revisitar meus sentimentos da adolescência e como eu enxergava as situações que a série propunha com a minha maturidade. Acho que a série tem vários pontos positivos, entre eles o retrato da realidade (uma das protagonistas era negra, várias configurações familiares eram discutidas, etc), a sensibilidade com o público (trabalho de temáticas típicas da adolescência como a intensidade dos sentimentos, fantasias, sonhos) e o destaque para a arte e a imaginação.
10/10

Livros 

Jesus, o maior psicólogo de todos os tempos 
Primeiro livro que eu li no ano, leitura fantástica. Ele me chamou atenção da estante dos psicólogos do hospital psiquiátrico em que fiz estágio em 2018 e depois achei o pdf na internet. Eram capítulos bem curtinhos, que traziam casos clínicos refletidos à luz da vida de Jesus. Foi cura atrás de cura nessa leitura e foi uma leitura bem profética sobre meu ano. Lembro de um caso específico que falava sobre a palavra do vinho novo em odres velhos, uma palavra que perpassou 2019 - "não dá para viver uma nova vida com uma estrutura de pensamento velha, precisamos nos desconstruir do jeito de pensar antigo e pensar como Deus pensa". Às vezes eu não tenho estrutura para receber o vinho novo, porque vou quebrar. Mas para ser reconstruído, um odre precisa ser quebrado. Apesar disso, entendi que precisei ler o livro com bastante discernimento porque tem algumas colocações que não condizem muito com meus ideais. 
9/10

Glorioso encontro (KKK²)
Finalmente o livro da listinha chegou até mim, risos. Um livro fininho, todinho vermelho que li em uns 40 minutos. Não sei até agora o que eu achei dele, pra ser sincera. Fiquei o livro todo pensando em como aquela história parecia, de certa maneira, com a história do pequeno príncipe, haha. Acho que, de forma resumida, o livro teve efeito contrário em mim, terminei ele pensando no quanto eu não queria mais ter uma lista, querendo olhar mais pra mim, pro meu processo de autoconhecimento e autodescoberta, lapidando em mim o que eu buscava no outro e refletindo sobre o que esperava de relacionamentos, na certeza de que Deus estava cuidando dessa minha árdua causa. 
5/10

A cura da alma feminina 
Outro livro que ainda não sei direito o que causou em mim (fazendo essa lista, to percebendo o quanto 2019 foi um ano de cura interior, caramba!). Eu comecei o livro com toda a resistência do mundo que Ana Beatriz podia reunir dentro dela já que aquele era um livro que trataria de assuntos femininos escrito por um homem, mesmo que padre, então, na minha cabeça, já tinha começado errado, risos. Mas parecia que Deus sabia que o livro precisava chegar até mim, porque logo na parte da apresentação, o padre já esclareceu o lugar de fala dele e eu me senti muito mais a vontade. E assim foi durante toda a leitura, sempre que tinha um assunto mais denso, que eu estava resistente, o padre era muito sensível ao se colocar, sabendo de onde falar. Foi um livro intenso, não consegui ler ele todo de uma vez. Li durante o mês de fevereiro, e, de um jeito muito engraçado, senti que foi um presente de aniversário de Deus. Apesar de muito fluida, a leitura não foi fácil, mexeu muito em lugares que eu não queria mexer e inclusive, tiveram muitos capítulos me fizeram brigar com Deus, risos. O que mais ficou foi que encontrei coisas lindas quando quebrei minha resistência e que a consciência da presença dela ajuda a quebrá-la, facilitando o diálogo - entre eu e o outro e, principalmente, entre Deus e eu. 
9/10

As Crônicas de Nárnia
Decidi dividir a minha opinião por cada uma das crônicas, se não ia ficar muito longo. 
Decidi também escrever na minha ordem de preferencia, não na cronológica, sendo do que mais gostei até o que menos gostei. 

O cavalo e seu menino
Muita gente pode dizer que essa história é chata, porque é lenta demais. Eu concordo, o ritmo dela poderia ser diferente, mas sou suspeita porque gosto de coisas demoradas. Ela me toca profundamente. Não sei se é o jeito como o personagem principal não sabe seu lugar no reino, como nós, que muitas vezes nos enxergamos como órfãos até contemplarmos o palácio do pai, ou se são os animais de Nárnia, que pelos que não conhecem o reino são vistos como seres completamente insignificantes. Essa predileção pelos menores me faz pensar no quanto sou negligente com outras formas de vida, e no quando Deus ama toda sua criação e precisa que os seres humanos (eu e você), como seres racionais e dotados de inteligência, se responsabilizem pela criação como ele se responsabiliza, pois somos imagem e semelhança dele. Acho que também gosto muito da maneira com que o Aslam é tratado, como o animal que fere com intenção de curar. O amor de Jesus é retratado como um amor extremamente selvagem e eu gosto muito disso, dessa intensidade. Gosto das falas do Aslam na história também, enfatizando a privacidade e exclusividade de seu relacionamento com cada personagem. É uma história um pouco complicada por conta das incitações à escravidão, e isso me chateia. Mas não consegue tirar toda a magia. 
10/10

O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (releitura)
Quando a série explodiu na mídia, eu li essa história, porque foi a primeira que foi adaptada para o cinema. Na época, com uns 8 ou 9 anos, eu me lembro de ter achado uma história muuuito chata kkkkkk eu não era exatamente uma criança que gostava de aventura e, convenhamos, não era uma expert em pescar as camadas (não que eu tenha evoluido tanto quanto eu gostaria). Meus anjos, Ana Beatriz só foi entender que estava frente à frente à uma história que falava de Jesus aos 22 anos KKKKKK O que mais me chama a atenção nessa história é a composição dos personagens, que permite que a gente se identifique um pouquinho com cada um. Edmundo e Lúcia se destacam né, Edmundo porque representa nossa face de pecado, Aslam se dá para morrer em seu lugar... e Lúcia por sua inocência e pureza... ah, Lúcia! Eu também gosto muito de como a gente aprende fácil a maneira com que o tempo passa em Nárnia e, através da fantasia, podemos tocar o Kairós.
9.5/10

A viagem do peregrino da alvorada
O primeiro destaque pra essa história, que foi mais uma cura interior no meu ano de 2019, foi o personagem Eustáquio. O processo que ele viveu me chama muita atenção. Em um primeiro momento, nem acreditava na existência de Nárnia, como Paulo, e como eu e, por permissão, foi parar lá. Mesmo ao contemplar Nárnia, ele continuava ranzinza e rebelde, cheio de limitações das quais a ingratidão se destacava, só sabendo apontar o dedo para os outros. E então ele se perdeu e se tornou um dragão. Ninguém mais o reconhecia, ficou solitário e incomunicável, como se aquela pele fosse uma barreira para se relacionar com os outros. Eu me lembro o quanto aquela sensação fazia sentido para mim, porque eu também tinha uma bolha me envolvendo que tinha até um nome, Rute. A maneira com que a história se resolve é fantástica. Aslam é o único que consegue entender o que Eustáquio diz e, com a sua permissão, retira, uma a uma, suas escamas de dragão até que ele volte a ser um ser humano. O livro diz que é um processo muito doloroso. Aslam também retira minhas escamas de dragão em 2019. Lembro do Haku. Acho que tenho um simbolismo com dragões. 
O que também me chama atenção no livro é a dinâmica dele: retrata várias aventuras em uma só. Gosto muito da aventura do livro da vida com a Lúcia e como aquilo diz de Deus ser o dono da nossa história, o único a estar no controle. 
9/10

O príncipe Caspian
Primeiro, gosto do clima de reconstrução. Muito tempo passou desde a última vez que os personagens visitaram Nárnia, principalmente pela diferença entre o Chronos e o Kairós, e há um pedido de volta, como se eles estivessem esquecido da história que escreveram no reino com Aslam. O que eu mais amo nessa história (e acho que todo mundo, rs) é o relacionamento que Aslam e Lúcia tem. Ela é a menor de todos, mas a que mais se entrega, e, em dado momento da história, em que todos estão dormindo, sente o chamado pessoal de Aslam para seu seguimento. "Se ninguém quer despertar e me seguir, venha você". Outra cura interior profunda. Eu estava desperta na minha vida espiritual, como Lúcia, seguindo Jesus? ou eu estava dormindo, como os outros, esquecendo do meu primeiro encontro pessoal com Deus? Em dado momento, os irmãos precisam confiar em Lúcia, pois ela é a única que enxerga Aslam. Susana é cética, desdenha da pequenez de Lúcia, mas no caminho, como se seus olhos se abrissem, ela passa a enxergar o leão, se desculpa com Lúcia. Eu tenho sido aquela que vê Jesus em sua pequenez e guia os que ainda não o enxergam para quando finalmente consigam vê-lo? No caminho, muitas vezes Lúcia perde Aslam de vista e caminha só a partir da sua sombra. Que coragem é essa? 
9/10

A cadeira de prata 
Não é uma história tão interessante, é verdade. Mas eu gosto do clima da história. Gosto de como é Eustáquio que promove a ida de Jilian à Nárnia e como ocorre seu encontro pessoal com Aslam - ele sabe que a melhor maneira de confrontá-la e trazê-la para fora é lhe dando uma missão e saindo das vistas dela, haha. Gosto como a história trabalha estratégias de enfrentamento da protagonista, de como ela se empodera e passa a confiar mais em si mesma e como nada do que parece ser a princípio acaba sendo a leitura correta da situação. 
8.5/10

O sobrinho e o mago (releitura)
Ahhhhh, eu queria muito que os personagens dela aparecessem mais. Essa eu também li quando era criança e gostei muito, lembro até que eu tinha uns sonhos com anéis e rios coloridos, risos. A minha releitura foi mais aprofundada, e eu gostei bastante de como o autor explorou a "mitologia" do universo, falando da criação de Nárnia e da criação cristã. 
8/10

A última batalha
Achei essa crônica bem ruim. A ideia era boa, mas não acho que foi bem desenvolvida. A intencionalidade da crônica ficou muito escancarada, e passou por cima do lúdico, do fantástico. Achei que não teve muita leveza e foi bastante fundamentalista em alguns sentidos, querendo muito vender ideias e não uma história significativa. Mas achei interessante a abordagem da temática de falsos profetas, manipulações políticas e confiança cega, claramente aludindo ao livro do apocalipse. Me senti angustiada a crônica toda, e, mais pro final, bastante irritada. Pensando agora, talvez esse desconforto tenha sido um dos objetivos do autor. 
7/10

39 pistas (v. 2) - uma missão impossível
Daquelas coleções adolescentes que eu curto ler. Tô gostando mais da segunda leva de livros, tá mais dinâmico. Eu gostei que ao invés dos clãs lutarem entre si pelos ingredientes do soro, agora eles precisam juntas as habilidades para enfrentar uma família inimiga que quer usar o sono para o mal. Essa edição em especial foi bacana, trabalhou bastante com a personalidade das crianças. Mas acho que os personagens podiam ser melhor desenvolvidos ao invés de focarem tanto em construir os mistérios. 
6/10

Uma breve história da música
Era pra eu ler umas 10 páginas para um seminário da pedagogia, mas acabei lendo o livro todo. Eu já tinha tido contato com ele antes em algum momento da minha vida, mas nunca tinha pego para ler. Achei fantástico, uma leitura muito democrática e didática pra quem tá começando a estudar história da música. Gostei bastante também dos exercícios que o livro trás pra trabalhar a percepção e apreciação musical. 
10/10

101 títulos de Nossa Senhora
Eu tinha ganhado esse livro em um dos meus aniversários, acho que em 2015 kkkkkkk que vergonha. Foi uma leitura muito gostosa, conheci vários títulos e histórias de Nossa Senhora que não conhecia. Eu acho incrível como Nossa Senhora é, porque ela vê a necessidade de um povo e vem em socorro dele, a partir de sua cultura e costumes. Alguns títulos que eu gostei muito de conhecer foram Nossa Senhora da Esperança e Nossa Senhora da Ajuda. Uma crítica que eu faria, talvez, seria o jeito que foi organizado, um pouco monótono. 
9/10

A alma de todo apostolado
Mano, que livro foi esse? Eu acho que foi a minha leitura preferida do ano, apesar de ser extremamente densa e difícil, de eu precisar me concentrar bastante. Abriu muito meus olhos para a força da oração tão pertinente quanto à da ação, que ambas funcionam em conjunto, me chamando atenção para a importância de eu me voltar mais para minhas práticas interiores. "Maria escolheu a melhor parte", eu finalmente entendi o que esse versículo queria dizer. Se eu escolho estar com Jesus, dividir minha vida com ele, estabelecer um relacionamento com ele, tudo mais vem em acréscimo, o "ide e fazei discípulos" flui sem eu precisar ficar estruturando muito. Deus estrutura pra mim. Esse livro também me formou muito sobre a santidade e seus graus, sobre como analisar meus pecados e fazer uma boa confissão e também aprendi bastante sobre a música na igreja. É um livro fantástico, que vale a pena se debruçar um pouquinho mais, dar aquele grau no esforço. 
10/10

Quem é você Alaska?
Eu costumo ler John Green pra treinar meu inglês porque é uma leitura mais fácil (o que não a faz menos densa). Apesar de eu ter um rancinho do autor porque as histórias são mais ou menos iguais com as viagens, frustrações e altas reflexões, só mudando o tema central, esse livro pra mim foi um presente. Não porque ele foi um livro diferente dos outros, mas porque eu li ele de um jeito tão despretensioso, em um momento tão propício, que eu fui me deixando ser envolvida pelos personagens e engolida/impactada pelo plot twist. Pensando sobre a leitura depois, percebi o quão óbvio tudo era, e fiquei de cara como eu não percebi, sendo quem eu sou, risos. Fiquei pensando também no quanto eu gostaria de levar essa experiência para meus relacionamentos. O diferencial foi que eu estava completamente sem defesas, sem um olhar crítico, sem esperar nada e fui sendo levada como há muito tempo não era. Parecia uma dança que a história direcionava, não li a última página do livro antes de começar, não liguei os pontos antes da história me dar respostas. Era tudo o livro que comandava, sem nenhuma dedução da minha parte. Foi muito gostoso! Eu sofri TODO o "antes" porque estava amando conhecer os personagens, principalmente a Alaska (me imaginei como ela, pasmem, haha.. há quanto tempo eu não me imaginava como uma personagem) e não conseguia conceber porque é que estávamos em uma contagem regressiva. Então, quando o "fato aconteceu", eu sofri TODO o "depois", com a desconstrução da Alaska pela visão do Miles e toda a necessidade dele de descobrir os detalhes do acontecimento para lidar com seus sentimentos de raiva e frustração. O bom do John Green é essa qualidade da história, então, se consigo me despojar da "mesmice que espero", a história fica mesmo fantástica. Lembro quando li o primeiro livro dele, Cidades de Papel, o meu preferido junto com Quem é você Alaska, justamente por não esperar que tudo se desenrolasse da forma como se desenrolou. Adoro o contraste ideal x real do autor, destruindo nossos sonhos clichês, risos. 
10/10

Morte e desenvolvimento humano
Outro livro da graduação que era pra eu ler um capítulo só e eu li ele todinho. Achei muito interessante porque discutiu como as várias abordagens da psicologia viam a morte assim como a maneira como que a morte era encarada pelas pessoas em diversos contextos, culturas, religiões e fases da vida. Não sei se foi por conta de eu ter lido tudo de uma vez, mas a única ressalva que eu faço é que achei uma leitura cansativa, por vezes bem repetitiva. 
8/10

Harry Potter e as relíquias da morte (releitura)
É claro que todo ano a gente relê algum Harry Potter né? Não é um dos meus livros preferidos da série não, mas foi bom reler. Eu comecei a reler a série dessa vez para conseguir acompanhar "a criança amaldiçoada", mas acabou que eu nem li ainda esse último, de tanto que falaram mal kkkkkk pretendo ler em algum momento do ano que vem, eu acho. E também acho que decidi que foi a última vez que eu reli toda a coleção, porque tem muita coisa no mundo pra eu ler, não posso ficar repetindo os mesmos livros pra sempre kkkkkk
9/10

Por onde andam seus sonhos?
Mais uma cura interior. Ganhei esse livro no amigo secreto do ministério de música do ano passado. Deus pensou muito em mim pra me dar ele, porque já na capa tinham mensagens para mim. Em um momento de louvor, Deus me deu a profecia da borboleta (não que ela não estivesse na minha vida antes, mas ele amarrou ela) e a cor azul era muito forte para mim naquele momento. A capa desse livro era toda azul, com um grande baú de onde saíam borboletas! Deus me disse, a cada página, que precisava que eu abrisse meu baú, com todas as coisas empoeiradas que tinham nele para que pudêssemos voar dali, enxergar tudo de longe e puxar para fora todos os sonhos que eu tinha colocado nele. Que livro!
10/10

Insurgente
Eu tava querendo ler ficção, e eu curto muito distopia. Tinha começado a ler Divergente há uns anos atrás e então pensei: por que não? Foi uma excelente escolha, um livro muito gostoso de ler apesar dos capítulos serem mais curtos do que eu normalmente curto. Achei muito imersivo e, pela segunda vez no ano, consegui me enxergar na protagonista. Primeiro porque ela era maluca da cabeça e 100% impulsiva, como eu costumava ser, o que era, de certa forma, um resgate para mim da minha própria personalidade. E, segundo que o apelido da protagonista era Triz, o que fez amar ainda mais meu apelido. Triz me lembra força, ousadia. A única coisa que me incomodou um pouco foi o drama no romance, não sei se é porque eu não sou mais o público alvo do livro, mas achei bem cansativo. Mas, pensando bem, acho que fiquei incomodada com as minhas dificuldades de relacionamentos profundos reais, principalmente com caras, mesmo na amizade. Acho que até insurgente foi um pouco de cura interior, nesse sentido, já que o par romântico da protagonista se chamava Tobias e era bastante protetor, companheiro e amigo. 
9/10

História de uma alma
Aaaaaaa, o livro da Santinha!!! Eu fiquei apaixonada pelo livro de Santa Teresinha, ela me ajudou muito a pensar a santidade! Me tocou profundamente o amor que ela tinha nas coisas simples, e como ela contemplava a natureza, a relação dela com as flores e as dinâmicas da natureza. Ela também tem temperamento melancólico e me ajudou a refletir de novo sobre a sensibilidade dos melancólicos, que pode ser um dom, se canalizada direitinho. Eu gostei muito de conhecer a devoção dela com Santa Cecília e também como aprendia com o livro Imitação de Cristo. Também me chamou atenção a ousadia de Teresinha, sem perder a docilidade e o carinho. Tudo o que ela escreveu, escreveu doente, sofrendo muito, e isso só descobrimos no epílogo, porque em nenhum momento ela deixa transparecer. Em Teresinha eu consigo contemplar as revelações de Deus e sinto que a santidade é possível. 
10/10

Pedagogia da autonomia
O melhor educador dizendo o essencial na simplicidade. Um prazer fechar as leituras da graduação com Paulo Freire. O que mais me fez pensar foi que eu nunca tinha lido de verdade alguma coisa dele, mas conhecia as ideias e achava que estava abalando. Nada como ir à fonte. Apesar de muita coisa bater, meu conhecimento do autor era bem fragmentado. Provavelmente eu vá procurar outros livros dele pra ler. Achei a divisão dos capítulos extremamente didática, gostei muito das partilhas porque as ideias dele não eram só teóricas e soltas. Enfim, muito bom. 
10/10

Papo Cabeça
Outro livro que dá vergonha de dizer que tenho desde 2015 e nunca tinha lido. Minha tia que me deu no meu aniversário e assim ficou até então É um livro bem bacana sobre o cérebro e algumas estratégias pra usar melhor as nossas potencialidades. Achei a linguagem e organização super didática e acessível, com exemplos bem significativos. Valorizei muito elaboração do livro porque já tinha estudado o conteúdo na faculdade e não tinha sido tranquilo não, daí o livro trouxe de um jeito bem legal. Tiveram pontos que não curti muito por ser bastante machista, o que estragou bastante a experiência e me deu um rancinho, mas relevei por conta de anacronismo. 
8/10

Filmes 

Minha vida em Marte 
Comédia nacional. Assisti com meus pais no cinema. Apesar de não ter gostado muito do roteiro e de como a "vida era vendida" no filme, acho que foi uma produção coerente com o que se propunha. 
7/10

Bird Box 
Muito espiritual esse filme, pelo amor de Deus. Como é não poder confiar na sua própria percepção das coisas? Nós, deprimidos, sabemos muito bem. Achei um filme extremamente simbólico, com os pássaros "presos", como "guias", sem poder voar. Gostei, de uma maneira geral, principalmente do conceito. Mas achei que algumas pontas do filme ficaram soltas e os personagens não foram tão desenvolvidos como poderiam. 
8/10

Para todos os garotos que já amei 
Uma sequência de queridinhos da Netflix, com um ator muito crush, risos. Eu to doida pra ler os livros dessa série, achei o filme muito gostosinho de ver, bem meu tipinho de filme de amorzinho, leve, que faz a gente amar a história e refletir sem perceber que está refletindo. Primeiro que eu curti que a protagonista era coreana e tinha uma ligação com a cultura, mesmo que implícita. Segundo que o filme trabalhou identificação de sentimentos e maneiras de expressão, com o lance das cartas. E, terceiro, que a gente não espera que o par romântico da protagonista seja o carinha que é! Isso é tão difícil... sem falar do lance da convivência que faz o casal se apaixonar que eu amo. Esperando a sequência pra acompanhar!
10/10

O date perfeito 
O atorzinho crush (vou pesquisar o nome dele no próximo filme que for escrever) é um universitário com um plano bem específico pro futuro e ele não mede esforços pra alcançar seus objetivos. Mas até que ponto o final importa mais do que o meio? Tudo bem passar por cima dos sentimentos de pessoas legais, de ser alguém que você não é em troca de grana? Eu gosto muito de como esse filme leva as questões de angústia profissional e caráter, questões muito minhas, e mostra as duas faces da moeda. O protagonista queria levar vantagem em tudo, queria sua vaga na universidade dos sonhos. Olhando de fora, ele é claramente o vilão da história. Mas ele não era só mais um perdido no mundo? Tem uma cena específica com o pai que ele partilha que nem sabe o que quer, que só estava seguindo o que achava que precisava seguir... o que me faz pensar que nem sempre as pessoas tem defeitos de caráter, só estão vivendo no automático. Ah, e, é claro, esse filme tem uma mina muito da hora e autêntica que tem bem as minha perspectivas de vida. Esse filme me fez enxergar de fora situações que já vivi (e que não tinham sido tão bem elaboradas assim).
10/10

Sierra Burgess é uma loser 
Muuuuuito fofinhoo!! Esses filmes arrasam! Esse filme me cativou muito porque deu voz e representatividade pras gordas de um jeito zero forçado (diferente de duplim). Também mostrou o quanto na vida não existem vilões e mocinhos, mas apenas defesas de seres humanos que querem ser amados, vistos e aprovados. A protagonista é a nossa heroína e também nossa vilã, por ter uma auto-estima baixa e distorções (amei a mãe coaching maluca da auto-ajuda KKK). Ela acerta muitas vezes, é muito inteligente e criativa. Eu amo como o filme quebra paradigmas de escola, tornando a menina popular e a excluida super amigas e mostrando os problemas da popular em sua casa. Também amo que essa menina popular não é maldosa, mas muito leal. Sierra erra e erra feio, daqueles erros que a gente não admite para nós mesmos que erramos (e é muito legal ver isso no filme!). E então ela arruma o erro de um jeito muito dela, incrível - dá sempre pra tentar de novo, mesmo que haja marcas no passado. A música sobre pessoas que são girassol e pessoas que são rosa é muito eu! Eu também amei a valorização da cultura surda no filme!!! Acho que a única coisa que eu diria que não funcionou muito foi do quando o crush, Noah Centineo (hehe, nome do ator) foi super enganado pelo lance do telefone e do beijo... não sei se colou muito. 
9.5/10

Duplim 
Tinha tudo pra ser um filme legal, e eu acho até que foi bonitinho, mas foi extremamente forçado. Parecia o tempo todo que o filme tentava militar pela causa das gordas... desnecessário. Dá pra militar sem ser explicito e parecendo que tudo gira em torno dessa busca por auto-afirmação. Um ponto positivo foi que o romance no filme foi secundário e não salvou a pátria nem nada do tipo. Também gostei da articulação com a realidade usando uma cantora famosa que realmente existiu. E de como a tia gorda foi uma inspiração para a menina, porque eram parecidas. Eu também aprendi algo precioso com esse filme: o segredo está nos detalhes - e é sempre aí que eu me perco. 
6.5/10

Doce argumento 
Foi um pouco forçado também, mas achei fofinho porque foi outro filme de convivência. Colocou convivência a Ana Beatriz tá dentro, tá achando incrível. Me identifiquei bastante com a dificuldade dos personagens em se relacionar, tanto entre si quanto com os outros. O conceito de "relacionamento saudável" foi completamente construído entre eles porque, apesar de "se detestarem" e "estar sempre competindo", ainda assim o que tinham era um relacionamento, eram muito parecidos. Gostei muito de quando eles perceberam como eram parecidos e como podiam trabalhar bem juntos. Também gostei que foi real, eles se estranharam muito até conseguirem ceder e pisar no próprio orgulho. Amei o jeito como lugar de fala foi trabalhado com as meninas que usavam emoção para debater e como os sonhos das mães do casal eram completamente uma projeção dos próprios sonhos delas e de suas tretas. 
8.5/10

O meu melhor amigo
Até hoje tentando lidar com aquele final. Um filme inteiro nas entrelinhas, pelo amor de Deus. Eu não sabia que alguns argentinos tinham tanta habilidade quanto os franceses. Eu não curto muito a língua nem a cultura francesa, já espanhol e a cultura latina... tudo bem ambientado para mim. O filme me trouxe muito conforto. Apesar de nada explícito ou resolvido, eu amei cada detalhe, cada cada passo vagaroso. As brigas, a cena na fogueira, a traição da confiança... Meu coração passou o tempo todo saboreando a construção da relação entre os dois meninos. E eu me identifiquei profundamente com o filho do casal, extremamente na dele, protetor, intelectual, preocupado, certinho..
10/10

1 noite
Não foi o melhor filme e definitivamente não foi bem desenvolvido. Mas eu não sei explicar a magia que eu senti assistindo ele. Eu demorei um pouco pra processar o que tava acontecendo, mas mesmo sem entender eu conseguia sentir, e isso poucos filmes fazem comigo. Adorei como trabalharam o divorcio durante o filme e como escolheram trabalhar com a fantasia, dando respostas (como a cena da máquina do tempo) e não deixando em aberto. Filmes em que a convivência acontece em uma única madrugada são, definitivamente, meus filmes preferidos de convivência. 
7.5/10 

O melhor de mim
Gente, que filme ruim. Nicholas Sparks né mores? o que esperar? Meus pais que quiseram ver (e amaram, af), então cedi. Tá ai na lista, mas não quero nem falar sobre. Muito drama e idealização pra mim. 
0.2/10

Como esquecer essa garota 
Outro filme bem ruim, visto na mesma noite do anterior, pra tentar dar uma recuperada. Falhei miseravelmente na minha escolha. A proposta era legal, aqueles filminhos de amorzinho sobre gente sem memória e tals. Mas acabou que o filme era um grande drama que só deixou todo mundo bem deprê. Focaram muito em como o casal nunca poderia ser feliz porque o cara não construía memórias e menos em como eles poderiam se adaptar as diferenças deles de uma maneira leve e surpreendente. Nada salvou. 
2/10

A primeira vez 
Gente. Eu não tenho palavras pra esse filme. De verdade. Vocês não tem noção do quanto eu amei ele. Eu vi a primeira vez umas 5 vezes e eu não to nem brincando. Um tema muito objetivo do qual eu estava precisando refletir, filme de convivência de madrugada, personagens extremamente bem desenvolvidos e diálogos profundos em poucos cenários. Nada poderia dar errado. Eu amei a personalidade dos dois protagonistas e me identifiquei total com os pensamentos e sentimentos deles, principalmente da Aubrey. Ela tinha a questão da intimidade e da impulsividade que eu tenho. Ele queria fazer psicologia. Ela fazia colagens! Ele levou pra ela uma caixa de revista para colagens! E cara, como ser mais perfeito o fato de a tão esperada primeira vez ser ruim? HAHA e o fato de eles conversarem a respeito? o filme não tratar como algo simplesmente natural e dar aquela paz de espírito no nosso coração de que tá tudo bem precisar conversar a respeito, que ta tudo bem construir uma relação ao invés de esperar que ela venha pronta...
10/10

Capitão América
Bacana até. O contexto histórico se destaca. Não me prendeu 100%, não curto o jeito de ser do herói, mas achei muito bacana misturar a fantasia com a realidade das guerras. 
8/10

Capitã Marvel 
Bem ruim, não me cativou em nada. Achei que ia ser super interessante por conta da protagonista ser mulher mas ... nah.  
5/10

Homem de Ferro 1 e 2
Dos filmes de herói que eu assisti, foram meus preferidos. Muito afrontoso, irônico e auto-confiante, o seu Antonio. Bem meu tipinho. Gostei das críticas sociais à guerra e a produção de armas, gostei das reflexões sobre tecnologia. Me incomodou um pouco o papel daquela assistente dele, meio que apaixonada, mas também capacho. O conceito de "herói" já me irrita um pouco, mas ok, acho que não estragou a experiência. Algo que me deixou bem intrigada foi que eu curti muito as cenas de ação, isso nunca acontece. Preciso analisar o que será que eu gostei, pode ser que surja um lado da Ana Beatriz ai que eu não conhecia antes. 

Hulk 
Me julguem, achei chato. 
6/10

Duff - você conhece, tem ou é.
Chato, bem adolescente. Não sei nem como eu consegui chegar até o fim, socorro. E eu odiei como o filme reforçou os rótulos no ambiente escolar, exaltando eles ATÉ NO TÍTULO. 
3/10

A lista de não beijos 
Não gostei do filme em si, achei que poderia ter sido desenvolvido de um jeito muito melhor. Mas foi bem legal a ousadia na temática. Claramente um filme sobre relacionamentos abusivos. E que estão nas nossas vidas e a gente acha que é completamente normal. A protagonista sabia que o melhor amigo não sentia atração por ela, sabia que ele nem curtia meninas e se fingia de desentendida para não "perdê-lo". Ele era bem consciente, não dava esperanças, mas também não se afastava. É interessante como o filme propõe a ressignificação da amizade dos protagonistas e não o afastamento (apesar de passarem um tempo afastados), sugerindo que a gente seja honesto e ceda mais em nossas relações. Esse filme me deixou bem inquieta porque na prática não é exatamente fácil enfrentar nossas simbioses. Não sei se eu concordo muito em perpetuar alguns tipos de relação, como a de Naomi e Ely, mas interessante, de qualquer forma. No final os dois encontram parceiros, e isso me dá preguiça também, como se a resolução entre eles dependesse um pouco de outras pessoas, de uma ajudinha externa. 
7/10

Thor 
Um filme muito leve, gostei bastante! A arrogância do Thor não é aquela que eu curto, achei o personagem chato do começo ao fim, mesmo vendo sua evolução. Com a minha tendência de amar vilões, obvio que curti o irmão maldoso né? Loki levou meu coração todinho, coitado. Apesar de ter achado o filme divertido, não consegui levar ele muito à sério, não me senti imersa no universo e isso é um problemão pra mim. Achei meio forçado e infantil. 
8.5/10

Aladdin 
Ah cara, esse filme foi a surpresa do meu ano. Ele foi um marco para mim, definitivamente, um divisor de águas no que diz respeito à estar aberta à novas experiências. Eu nunca gostei de Aladdin, não era o tipo de filme que eu assistia quando criança, não curtia esse lance de cultura árabe. Mas percebi que era um pouco de preconceito, pé atrás com o diferente. Quando assisti a nova adaptação eu me deixei levar de um jeito tão profundo pelas outras camadas dele... Jasmine e Aladdin eram de mundos completamente diferentes, mas isso não impediu que eles se apaixonassem, compartilhassem um mesmo sentimento, um mesmo desejo de estar junto e lutassem para aquilo funcionar, sonhassem juntos. Também não impedia de um mostrar pro outro a sua realidade, o seu mundo. Era algo completamente novo, que conversava com o momento que eu estava vivendo, do que eu estava me permitindo. O filme falou muito sobre política e desigualdade, empoderou Jasmine e me fez refletir junto com Aladdin sobre o quanto é preciso ser honesto e ter orgulho a respeito do que se é e de onde vem. 

"Um mundo ideal, um mundo que eu nunca vi e agora eu posso ver e lhe dizer que estou num mundo novo com você"
10/10

Ana e Vitoria 
Um filme muito gostosinho de ver, bem parecido com Across the Universe dos Beatles, um musical em que as músicas não são soltas, mas são quase que protagonistas. Um filme que quebra tantos paradigmas de uma vez que a gente nem consegue acompanhar, mas que faz de um jeito tão leve que a gente só fica pedindo mais. O sotaque com que as meninas falam é muito cativante, e elas são extremamente divertidas. Ah, e desculpa universo, mas a Cecília me irrita, haha. 
10/10

A voz do silêncio 
Será que foi só eu que não entendi direito esse filme? Todo mundo fica exaltando ele e eu acho realmente muito legal ter uma animação que fale sobre os surdos e a cultura surda (inclusive que trabalho espetacular em animar a lingua de sinais hein? disso não dá pra falar um "a", colocar defeito nenhum), mas eu não entendi patavinas da história? Quando eu terminei de assistir eu quase fui ver de novo haha. Achei bem tramática e pesada, apesar de não entender bem. 
6/10

Viva, a vida é uma festa 
Comecei o filme com um puta preconceito com a cultura do dia de los muertos, terminei o filme chorando igual um bebê. Quando a vovó Inês lembra do moço lá com a música eu não sabia onde enfiar lágrimas.Gente, eu juro pra vocês que não peguei o plot que tava bem na minha cara. Foi bem no nível "quem é você, Alaska?", o que me faz perceber que esse ano eu dei umas pescadas monstras (e ótimas). Eu achei um puta filme sensível e respeitoso, que além de trabalhar a cultura mexicana também falou sobre a importância da família, diferenças de geração e de pensamento, generalização a partir da mágoa de uma situação como algo ruim e a arte como forma de expressão e união. 
10/10

Harry Potter e as relíquias da morte 1 e 2 (reassisti)
Sempre que eu leio um livro do Harry Potter de novo, eu vou dar uma conferida nos filmes. Todo mundo mete o pau na adaptação das relíquias da morte, mas eu gosto bastante, acho bem fiel. Dos filmes da série, esses últimos foram os que menos fizeram a minha opinião mudar. Eu acho que porque foram os que menos assisti e os que lançaram quando eu era mais velha, e mais crítica. Ao mesmo tempo que são os que menos tem significado para mim, são também os que menos me decepcionam em termos de produção. Agora, o beijo do Rony e da Hermione sempre será uma deprê profunda, não tem como não se decepcionar, até hoje fico me perguntando quantas pessoas na produção do filme viram a cena e pensaram: "nossa, que cena incrível". Uma cena que eu queria muito ver é a despedida do Harry e do Duda, que tem como "cena extra", mas que eu queria era encaixada no filme, risos.  
9/10

Animais Fantásticos 2
Me empolgou 0%. Eu já não tinha gostaaaaaaaaado do primeiro, mas até que tinha ido. Mas esse segundo foi osso. Nem o Dumbledore salvou. Perdão. 
5/10

O senhor dos anéis 1 e 2 e o hobbit 3
Eu tentei gente. Mais de uma vez. E falhei miseravelmente. Perdão. É aquele lance de não entrar no universo da fantasia direito. Podem me criticar, eu sei que é uma série extremamente bem feita, mas eu não mando no meu coração, risos. Nem vou dar nota porque sei que não seria justo. 

Com amor, Simon
Aaaaaaaaa genteeeeee, que filme é esseeeeeeeee??? Quero muito ler o livro também! Eu acho que foi o filme LGBT mais leve que eu já assisti, e super real. Além do protagonista trazer as questões dele com a maior naturalidade do mundo e ser super acolhido, o filme cativa porque dá muita curiosidade em saber qual é o cara que ele ta flertando de verdade. Adorei o lance das mensagens anonimas e a coragem do protagonista de se expor. Ah, e o filme tem final feliz! Eu lembro de sentir muita paz quando assistir ele. Também estava com altas expectativas porque muita gente me falou bem. 
10/10

Quando nos conhecemos
O filme é extremamente ruim, mas nos 30 minutos finais ele dá uma salvada. A premissa é legal, seja você mesmo, e tem um lance de viagem no tempo.... mas simplesmente não rola. Eu já tinha tentado começar a assistir mais de uma vez, mas não tinha conseguido porque ele nunca engrena. O humor também é péssimo. 
3/10

A casa no lago (reasisti) 
O filme parecia bem adulto quando vi pela primeira vez. Eu já vi outras milhões de vezes e cada vez é uma experiência diferente. Mesmo depois de todas as vezes, os sentimentos são novos. É uma nostalgia, uma angústia, uma expectativa de acompanhar os protagonistas tentando entender o que tá rolando. Esse filme me ajuda a pensar muito sobre a espera - lá vamos nós na cura interior de novo. Porque se o cara não tivesse esperado por dois anos, ele teria morrido. Apressar as coisas faz a gente matar os planos de Deus. 
10/10

Vidas ao vento 
Quando assisti, não curti muito a história. Acho que porque não tinha conhecimento suficiente sobre guerras mundiais. Até um pouco mais da metade, achei o filme lento demais, até pra mim. O que é engraçado é que depois tentam dar uma resolução bem rápida, tentando desenvolver um romance que não dá muito certo. Acho que o filme não tem muito uma amarração ou uma continuidade. Mas a animação é impecável, como toda obra do studio e eu gosto do conceito do filme. Avião: uma paixão transformada em arma de guerra? Acho que quero reassistir algum dia, quando estiver mais velha e mais madura, daí talvez eu possa aproveitar mais ele. 
7/10

Brilho eterno de uma mente sem lembranças 
Esse filme acabou comigo. De verdade. Ele é um dos meus preferidos, eu acho. A construção das personagens é impecável. A realidade paralela onde existe uma máquina para deletar memórias é extremamente real, muito distópica. A pegada surrealista arrasta, é também meio melancólica. As cores do cabelo da Clem dizem muito de mim. A Clem por inteiro diz muito de mim, que saco. Dá muita raiva como eles se gostam mas as diferenças gritam. Ele todo racional, guardando suas perspectivas pra si mesmo e ela falando sem parar, sem filtro nenhum. Eu fiquei bem deprimida depois de ver. A palheta de cores escolhida descrevia certinho tudo o que queria ser passado. 
10/10

Me chame pelo seu nome
Que filme, que sensibilidade. Lento, nas entrelinhas, do jeitinho que eu gosto. O porquê do título revela a essência: Intimidade, uma relação de promessa, vivida só entre os dois protagonistas. O jeito pretensioso de Élio de se exibir para Oliver no seu tédio, as cores das cuecas, o banheiro dividido. Todo o clima e conexão intelectual. Que filme. A conversa com o pai que brota a frase "nem toda alma tem essa sorte", a ligação que informa o casamento e os créditos subindo na cena da lareira (enquanto as lágrimas rolam do outro lado da tela). Sem palavras para o impacto. Também pretendo ler o livro. 
10/10

Loja de unicórnios 
Gente, kkkkkk esse é o filme mais idiota de todos os filmes que eu já vi. Eu sei que ele é bem ruim. MAS kkkkkkkk eu assisti ele em um momento que eu precisava muito. E foi como ver divertidamente, com toda a questão do crescimento e do deixar a criança interior ir embora. Ele é muito ridículo, mas eu chorei mesmo assim.
8/10

Laços 
Uma adaptação bem gracinha da turma da mônica para o cinema. Foi bem interessante assistir em uma sessão lotada de outras crianças. Ainda mais que fui com as minhas amigas do ensino médio. Simples e pontual, bingo. Gostei especialmente de como eles retrataram o louco e o floquinho. Os atores escolhidos para representarem os 4 protagonistas foram escolhas muito boas. 
10/10

Toy Story 4
Acho que foi o meu preferido da série. Achei super cheio de camadas, e muito engraçado. Gostei do reencontro do Woody e da Beth, sobre as diferenças de perspectivas deles a respeito de família, sendo ele mais conservador e ela mais liberal; gostei das questões da adaptação da Bonnie na escola; gostei da construção da auto estima (kkk) e do relacionamento do Lixinho com a Bonnie... gostei de tudo. Todos os personagens estava ótimos e bem trabalhados, tanto os antigos quanto os novos. Toy Story é tiro né?
10/10

Rei Leão
Muita gente falou mal da adaptação para filme, mas eu gostei. Apesar de não ser exatamente fã de rei leão como todo mundo parece ser, foi bem legal. Eu assisti no cinema, com os meus pais e tinha várias crianças ao meu redor, o que criou um clima surreal. Foi uma experiência estética, eu acho, de coletividade. Tive um olhar mega crítico para o filme e fiquei meio irritada comigo mesma. É uma história muito pesada, eu nunca tinha parado para refletir. Fala muito sobre Jesus com o lance da culpa afastar do pai e fazer a gente perder a nossa identidade. Achei interessante a maneira nova que eu olhei para o Timão e o Pumba, não mais como ídolos. A vida é um ciclo ou uma linha reta sem sentido nenhum?
10/10

Ela é toda poderosa
Assisti na sessão da tarde, depois de algum tempo sem nem lembrar mais que existia sessão da tarde. Eu estava arrumando minha mala para alguma viagem. No começo, parecia ser um filme super tranquilo, mas, bruscamente, toma outros rumos e começa a falar de mentiras e abuso. Achei que tinha tudo para ser bom, inclusive a Lindsay Lohan, mas não foi muito bem construído. Depois que o clima gostosinho termina, a gente fica meio sem rumo sendo jogado de um lado para o outro dos argumentos de "sim, o abuso aconteceu" e "não, não aconteceu nada". No final, nada se resolve e a resposta fica em aberto sem ter deixado a gente com argumentos e discussões suficientes para pensarmos por nós mesmos. Ah, fora o caso da mãe da protagonista com o médico da região que também fica super sem final, a gente não entende nada. Enfim, que filme confuso.
6.5/10

Capitão Fantástico
Aaaaaa, meu coração não aguentaaaa! Eu fui ver esse filme por indicação da Jout Jout. Que filme maravilhoso, meus caros, que discussão importante. Será que só o intelectual é importante? Ou o emocional e o social também contam? É melhor viver numa sociedade lixo ou fazer a própria sociedade com sua família? O que estou fazendo para validar meus ideais? As pessoas envolvidas nas situações estão de acordo? Além de todas as questões que dizem muito de mim que o filme retratou, eu amei a sensibilidade na escolha trilha sonora que ajudou muito a compor o filme, com destaque para a última cena na fogueira.
10/10

O conto da Princesa Kaguya
Um filme esteticamente lindo, animado com aquarela (ghibli sempre surpreendendo, rs). Eu tenho um quê a mais com esse conto, porque ouvi quando era criança, então rolou uma nostalgia ao assistir. É muito interessante o processo da protagonista de entender o seu sentimento de solidão e tristeza, e também a maneira com que os pais lhe projetam sentimentos, pensamentos e fonte de ganho. A relação com a realeza e com os tecidos é muito bem explorada. E o final, misturando espiritualidade oriental e fantasia é incrível.
10/10
Garota Interrompida 
Eu jurava que não ia curtir esse filme, mas eu adorei! Acho que o que mais me chamou atenção foi a desconstrução do espaço do hospital psiquiátrico como um lugar a se ter medo e do conceito de loucura. Adorei a construção das relações entre as personagens, principalmente da Angelina Jolie e da protagonista, uma psicopata e uma border. Achei que o filme não teve medo de explorar os transtornos para a criação das personagens e não olhou para trás ao apostar em cenas fortes, como o suicídio e as questões de abandono. Ah, e eu AMEI a representação da psicologia no filme, algo que sempre me irrita porque parece muito fantasioso. Ali foi perfeito, a melhor que eu já vi, acho que só perderia para aquela série da HBO, Psi!
10/10

Jonas 
Que erro. Um dos únicos filmes brasileiros que eu não curti muito. A premissa era legal, bem parecido com "Era uma vez", um garoto de favela se apaixona pela menina riquinha, o filme trabalharia diferenças sociais... Mas o filme foi pra um lado tão bizarro e no sense que eu fiquei tipo??? oi?? Acho que quiseram colocar um simbolismo para o protagonista, fazendo relação com a história bíblica de Jonas, com uma baleia de carnaval, mas meio que não colou... daí ainda enfiaram um sequestro no meio do rolê. Talvez se eu assistir de novo algum dia... mas acho que nem vai rolar. Acho que o roteiro se perdeu bastante nos objetivos, tinham várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, nenhuma delas era bem explorada o suficiente para ser interessante e o que era focado tinha muita ênfase, o que fazia ficar bem cansativo.
4/10

Hoje eu quero voltar sozinho (reassisti)
Eu já tinha visto um monte de vezes antes, mas dessa vez achei a atuação bem ruim. Percebi algumas cenas que não tinha percebido antes também, por exemplo os sonhos do Leo, como cego. Vejo que ficaram algumas pontas soltas no roteiro. Ainda assim, eu continuo sentindo um quentinho no meu coração impagável. Eu ainda não entendo o que esse filme tem de tão especial. Algumas cenas continuam muito marcantes, como a do eclipse e a da bicicleta. E aquela primeira cena, com o Leo falando e a Gi mergulhando, sem ouvir. As músicas também continuam me abalando... beijo roubado em segredo e janta... como superar?
9.5/10

Alex Strangelove 
Muito enrolado. Não consegui me apaixonar pelo processo do Alex, eu só queria "ver o depois". E quando o "depois chegou", o filme acabou kkkkk Achei muito sexualizado também, bem desnecessário. Mas o bom é que teve um final feliz. E o crush dele era muito fofo com aqueles cachinhos.
7/10

Luzes no céu 
Pior filme de animação japonesa que eu já vi.
2/10

Como eu era antes de você 
Por onde começar? Acho que é um dos meus filmes preferidos da vida. Primeiro que minha mãe é quem me chamou para assistir, porque eu nunca escolheria ele sozinha. Eu achava que ia ser mais um daqueles romancinhos ruins tipo Nicolas Sparks. Que erro. Eu amei o filme. Foi daqueles de representatividade leve, sem forçar a barra que, além de trabalhar deficiência física, trabalhou eutanásia (eu lembro que foi um filme que chocou meio mundo). Achei muito sensível o trabalho com os dois temas, haha.  Em determinado momento do filme, eu simplesmente esqueci sobre a cadeira de rodas e a paralisia, de tanto que o filme é leve. Os personagens eram muito profundos, e eu acho que nunca tinha me visto tanto em alguma personagem como eu me vi na Lou, cheia de fantasias, inocência e disposição, em busca de um emprego e novas perspectivas de vida e com roupas peculiares e excêntricas. A auto estima não era lá essas coisas também, porque se permitia estar com um cara que era super narcisita, não a merecia, completamente tóxico - aliás, que experiência incrível ver o ator do Neville que eu tanto amo fazer um papel tão lixo haha. A cena da meia de abelhinha é icônica para mim, é muito o que eu almejo em um relacionamento, que a pessoa se prenda em detalhes, que conheça e preste atenção em partes de mim que outras pessoas achariam banal. Gostei muito de como a Lou vai crescendo em suas perspectivas ao cuidar do Will assim como ele vai amolecendo o coração ao estar com ela. Ambos se complementam, ambos tem algo a oferecer um ao outro.
10/10

Janela secreta 
Gostosinho de assistir, bem psicológico e imersivo. Achei a minha cara, um escritor cheio de paranoias tentando lidar com todos os seus lados. As cisões ficam extremamente claras durante todo o filme, mas as cenas finais foram fantásticas. Eu adorei acompanhar o protagonista no processo de perseguição de si mesmo, esperando o momento em que ele ia se dar conta de que não tinha plagiador nenhum.
9.5/10

Crush à altura 
Fofinho, mas com a representatividade bem explicita. Achei as relações construídas meio forçadas, os personagens meio rasos. Mas, de uma maneira geral, gostei muito da mensagem do filme de ser sempre nós mesmos. Gostei muito da cena do caixote, haha.
8/10

A nova Cinderela (reassisti) 
Gente, que decepção? Foi engraçadíssimo reassistir esse filme, porque era um filme que eu superestimava e eu desconstruí completamente ele. Os estereótipos de escola, principalmente. Eu fiquei pensando em que mundo existiu uma Ana Beatriz que curtia ele. Eu fiquei pensando que queria reler alguns livros da adolescência que eu gostava muito só pra ver se eles eram muito ruins também.
7/10

Coringa 
Com certeza, o filme do ano. Eu e o cinema inteiro ficamos tão impactados que demoramos para levantar quando a luz acendeu. Eu nem ia assistir porque achava que não ia curtir, que não era o meu tipo de filme. Rapaz, eu acho que entrou pro meu top 10. Atuação impecável, fotografia impecável. Como a sociedade acolhe as pessoas, de maneira geral? E como isso se agrava na presença de um transtorno mental? Aquela cena da terapeuta me marcou muito. "Você pergunta meus pensamentos, mas não se importa verdadeiramente com eles". O fato da risada ser uma maneira de externar a tensão, e não ser compreendida pelas pessoas, o fato dele aguentar tanta coisa sem se expor, de ele tentar constantemente se encaixar. Acho que mais que a própria construção do Coringa, o que mais me chamou atenção foi o clima de caos. Como a cidade viu no Coringa uma oportunidade de externar seu ódio, viu nele um herói. Isso me fez pensar muito sobre como vivemos na base do ódio porque não temos mais espaço para sermos seres humanos. Muitas vezes, vivemos como bichos. Mas será que essa é a única opção?
10/10

Procura-se um amor que goste de cachorros
Que. Filme. Ruim. Eu fui atrás de assistir ele porque achei no youtube e me lembro de ter visto o trailer na televisão, muito tempo atrás. Mas não me prendeu não. Acho que passou a minha fase de alguns tipinhos de comédia romântica.
1/10

Imagine eu e você
Muuuuito ruim. Que enrolação de roteiro, putz. Muito drama em cima de algo que poderia ser resolvido rápido, não colou. Fui ver o filme pela música "Happy Together", muito nostálgica e até que a cena final foi fofinha. Mas não gostei do filme inteiro, com a mensagem "ah, vamos viver uma aventura cheia de drama e magoando uma terceira pessoa".
1/10

A fantástica fábrica de chocolate (reassisti)
Tive uma experiência profunda reassistindo esse filme. Nem foi proposital, eu assisti no estágio. Eu tive um olhar tão crítico! E foi mais do óbvio pra todo mundo eu acho, mas pra mim foi bem diferente. O Willy Wonka e seu claro conflito com o pai dentista que fez ele se especializar
o chocolate deu sentido à vida dele, mas ainda era vazio x Charlie e o sentido da vida na família. Fiquei pensando em como o sentido da minha vida é Jesus. A inocência e excentricidade do Willy Wonka, como ele deixava com que as crianças na visita da fábrica tropeçassem em si mesmas, ou seja, os injustos colhem seus próprios frutos; a discussão sobre poder e desiguladade social na corrida para encontrar os cartões dourados e como, mesmo em meio de toda a manipulação, Deus permite que algumas exceções aconteçam debaixo de sua graça; toda a magia da fábrica como um lugar sagrado, não apenas como um negócio qualquer, com muito sentimento envolvido, que precisava de alguém sensível, com um olhar simples.
10/10

Deixe a neve cair 
Uma surpresinha de natal, haha. Quero completamente ler o livro! Adorei todas as histórias, a dos melhores amigos, a das meninas no bar, a do cantor famoso e da menina comum. Muito gostosinho, leve!
10/10

Doramas 


Big 
 Estava com altas expectativas para esse dorama, por ele ser de convivência, ter um quarteto amoroso e uma mística própria de troca de corpos. E eu não me enganei, adorei ele, foi super gostoso de acompanhar. Só o final que me deixou bem chateada, porque não explicou nada! Ficou várias pontas soltas e eu não curti a mensagem. O fato do garoto mais novo ter perdido completamente a memória do que foi o dorama todo não fez nosso tempo ser gasto em vão? Mas depois de algum tempo refletindo eu percebi que a mensagem talvez fosse que não precisamos ser sempre conscientes dos nossos processos, mas precisamos passar por eles, conscientes ou não. E que mesmo sem entender nada racionalmente, o que é feito no emocional e espiritual é muito forte e faz toda diferença. Não pode ser apagado e não significado só porque não nos lembramos. A gente significa, entendendo ou não. Isso pode ser positivo ou não.
8/10

Cinderela Sister 
Um dos melhores doramas que eu já assisti na minha vida todinha, sem dúvidas. Foi um dorama de convivência bem diferente. Teve triângulo amoroso? Teve! Mas o centro do rolê eram as duas irmãs e suas respectivas maneiras de ser. Tinha toda uma pegada da importância da família e do símbolo do pai muito bacana, que me ajudou a quebrar muito minhas barreiras com figura masculina e patriarcado. O pai era bondoso e fiel, de um jeito surreal. O que eu mais gostei no dorama foi sempre ver a história por vários lados, conhecer o que era bom e ruim de cada personagem, como eles pensavam. Por conhecermos todos os pontos de vistas e histórias, não dava pra gente apontar alguém como vilão ou herói e era extremamente interessante quando eu assistia algumas situações de conflito que vistas de fora com certeza eu julgaria de uma maneira diferente. Tenho certeza que se eu não tivesse a visão da protagonista, eu não teria me apaixonado por ela só pelo que ela me mostrava. Esse dorama trabalhou comigo muito das minhas crenças de desamor e de desamparo, e eu me envolvi com ele profundamente. Eu gostei de todos os personagens, sem exceção, senti empatia, raiva, tristeza, alegria com eles, tudinho. Tá no meu top 10 de doramas, com certeza.
10/10

Boys Before Flowers 
Finalmente terminei BBF. Eu acho que enrolei uns 3 anos, porque eu tinha visto Hana Yori Dango daí ficava protelando. Mas que bom que assisti porque a versão coreana é bem mais completa e explicativa que a japonesa, além de ser mais divertida. Essa versão me deixou bem mais dividida no triângulo amoroso, enquanto na japonesa eu era claramente Team Tsukasa, porque trabalhou muito melhor a história dos personagens. Os outros meninos do F4 também tiveram bastante protagonismo e o arco do ceramista com a melhor amiga da Jan-di foi o que mais me cativou nessa versão. Inclusive, a versão coreana, além de muito mais divertida, deu muito valor para as habilidades artísticas dos meninos e eu curti pra caramba isso. Fiquei com muita vontade de aprender cerâmica e violino haha. Os cenários fora da coreia também foram cativantes, assim como os simbolismos sol/lua da Jan-di e do Gun Jun Pyo. O elevador e a roda gigante despertaram meus desejos secretos kkk mas acho que essas cenas eu curti mais na versão japonesa. Algo que me incomodou foi a hipersexualização da Jan-di e algumas insinuações sexuais desnecessárias em alguns momentos, como na praia bem no comecinho da série e quando a Jan-di se torna empregada do Jun Pyo.
9/10

Documentários 

Tarja Branca 
Assisti numa disciplina sobre o brincar na visão psicanalítica e achei muito bom, inclusive recomendo. O brincar infantil é prevenção para transtornos mentais futuros. Se temos prazer no nosso trabalho, de certa forma, estamos brincando. O brincar infantil é a expressão da criança, locus em que ela percebe e elabora suas questões. O documentário é muito intimista e trás alcança corações ao trazer diversas histórias que se encontram no sentido da vida e proporcionam muitas reflexões.
10/10

Ser e ter 
Também assisti na faculdade e foi uma experiência incrível. Acompanhamento de uma rotina de escola de campo numa pequena cidade alemã, em que o professor recebe alunos de diversas idades e possui função de mediador. É fantástico o relacionamento entre professor e alunos e me tocou profundamente, me inspirou muito como profissional em uma nova perspectiva.
10/10

Diálogos 
Um documentário sugerido por um professor, sobre lideranças jovens na política da América Latina. Assisti em um momento muito crucial de compreensão do meu chamado missionário e foi com esse documentário que a ficha começou a cair, de que eu precisava me movimentar, estar atenta aos movimentos de Deus na minha história. Foi quando eu assumi pra mim também que eu era apaixonada por política e que eu precisava parar de negar isso e canalizar ao meu favor.
10/10

Granito de Arena
O tema é a educação na América Latina, produzido pela mesma galera do diálogos. Não me tocou tanto quanto o outro, mas eu gostei de conhecer esse trabalho também.
8.5/10

Animes 


Mokke
Eu não sei descrever o quanto esse anime foi importante pra mim. Eu fui ver ele com zero expectativas, já nem tinha gostado muito dos traços e ele era bem antigo, mas como falava bastante da cultura japonesa e eu tinha lido ótimas resenhas, resolvi dar uma chance. Gente, foi pura cura interior. De um jeito bem mitológico, na espiritualidade japonesa, os episódios falavam de sentimentos com muita clareza e intencionalidade. Alguns me marcaram profundamente, como o da depressão e o da autoconfiança. Antes de assistir eu criava muitas expectativas e todas eram supridas. Ah, e eu fiquei viciada na música de abertura, haha.

Link para o primeiro episódio: https://www.youtube.com/watch?v=E2YdgWv2ywo
10/10

Fullmetal Alchemist
Uma obra de arte. E a galera mete o pau na primeira versão. Eu amei tudo. Todo o conceito de alquimia, do que se pode trocar ou não, do que significa vida. Adorei os homúnculos relacionados aos 7 pecados capitais, e a profundidade dos protagonistas. Tô ansiosa pra ver o brotherhood.
10/10

Avatar, a lenda de Korra
Depois de uns 3 anos, eu voltei a ver avatar, pra terminar a série. O que rolou foi que decidi parar naquela época porque não sentia que estava aproveitando a série direito, acho que por falta de maturidade mesmo, muitas coisas estavam passando e eu sabia. Foi a melhor escolha e acho que terminei no tempo certo pra terminar. Não achava tão bom quanto "A lenda de Aang", porque pensava que a qualidade tinha caído, mas na verdade o público do desenho mudou, era só um outro tipo de história, um outro tipo de processo do protagonista (que eu tive a sensibilidade de perceber sem entender quando era mais nova). O processo de Aang era mais uma caminhada de redenção e honra, já com a Korra tinha uma camada muito política envolvida. E eu amei assistir cada detalhe, me construindo e desconstruindo com a Korra, já que somos igualmente impulsivas e teimosas.
10/10

Demorei mais do que imaginava pra compor essa lista, já é quase natal. 
Achei uma boa lista. 
Claramente melhorei em relação ao ano passado, mas espero que ano que vem eu melhore mais ainda. 
Percebi que anotar o que faço me ajuda a buscar mais opções de lazer.

Espero que tenha gostado da minha partilha. 
Você conhece alguma das obras que eu citei? 
Concordamos em algo? 
Discordamos também? 
Deixa seu comentário. 

Abraços, Triz. 

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