Voracidade. Ô palavrinha chata. Eu queria muito saber como tirar ela do centro da minha vida. A Melanie Klein diz que a resposta é a gratidão. De fato, eu concordo. Ser grata me ajuda a não estar em constante movimento de busca e me sentindo insatisfeita. Mas continuo voraz, porque quero tudo no meu tempo. Deus me diz: calma, abrace o processo, tudo tem um tempo e um porque. E eu insisto em fazer do meu jeito, tomar o controle da situação, estragar tudo e agir como criança birrenta. E o que era pra ser incrível, por conta da voracidade, não é incrível. Na real, muitas vezes nem é nada. Eu fico la, me observando destruir tudo. O que era pra ser duradouro, muitas vezes dura pouquissimo. E aí quando eu tento me conter, eu visto a bolha e nada mais passa por ela. Por que sou assim, tão tudo ou nada? Que saco. Enquanto eu tento ser um filme francês, tudo o que eu consigo é ser um curta-metragem latino.
Nenhum comentário:
Postar um comentário